Emirados e Bahrein aceitam convite de Trump para "Conselho de Paz"
- 20/01/2026
O presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan, "aceitou o convite dos Estados Unidos para se juntar ao Conselho de Paz", disse hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros, relativamente a este órgão, que estabelece um valor de mil milhões de dólares (853,5 milhões de euros) para um assento permanente, segundo uma "carta" da qual a agência de notícias francesa AFP teve acesso a uma cópia.
Esta decisão "reflete a importância da aplicação total do plano de paz, com 20 pontos, do presidente Donald Trump para Gaza, que é essencial para a colocação em prática dos direitos legítimos do povo palestiniano", de acordo com o ministério.
A ministra de Estado para a Cooperação Internacional dos Emirados, Reem al-Hashimy, deverá também presidir a um subcomité da organização.
O rei do Bahrein, Hamad bin Isa al-Khalifa, também "aceitou o convite" do presidente Donald Trump", segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Manama, que saudou os esforços americanos para "estabelecer uma paz duradoura no mundo".
O "Conselho da Paz" tinha sido inicialmente concebido para supervisionar a reconstrução de Gaza. Mas o projeto de "carta", que concede poderes muito extensos a Donald Trump, revela uma iniciativa e um mandato bem mais amplos do que a mera questão do território palestiniano, que é contribuir para a resolução de conflitos armados no mundo.
Parece assim transformar-se num verdadeiro substituto das Nações Unidas, suscitando críticas de alguns aliados dos Estados Unidos, incluindo da França.
Os Emirados e o Bahrein fazem parte dos principais aliados de Washington no Médio Oriente e estão entre os poucos a terem normalizado as suas relações com Israel, com o impulso do presidente Trump durante o seu primeiro mandato em 2020.
Mas foram fortemente criticados na região por esta aproximação a Israel, especialmente desde que começou a guerra na Faixa de Gaza, onde ambos os países forneceram ajuda humanitária.
A decisão dos Emirados de se juntar ao "Conselho de Paz" ocorre num contexto de tensões com a vizinha Arábia Saudita, que também procura ganhar o favor de Washington e promessas de investimentos ou outros acordos comerciais.
Por seu lado, Riade não indicou se iria juntar-se ao "Conselho de Paz".
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