Elon Musk, o homem mais rico do mundo, está ainda mais rico
- 04/02/2026
O magnata multimilionário Elon Musk anunciou esta semana a decisão de fundir a SpaceX com a xAI, um negócio que contribuiu para tornar ainda mais rico o homem que tinha o estatuto de pessoa mais rica do mundo.
Como conta a Forbes, o negócio faz com que a SpaceX e a xAI tenham um valor combinado de 1,25 biliões de dólares (pouco mais de 1 bilião de euros) e sejam adicionados mais 84 mil milhões de dólares (71,1 mil milhões de euros) à fortuna pessoal de Musk - totalizando 852 mil milhões de dólares (721,5 mil milhões de euros).
A publicação estima que Musk tenha uma participação de 43% na nova entidade formada pela SpaceX e pela xAI, o que significa que 542 mil milhões de dólares (459 mil milhões de euros) da fortuna do empresário se deve ao valor desta nova empresa. Recordar que Musk detém uma participação de 12% na Tesla que, somada às opções das ações da empresa, faz com que Musk tenha 302 mil milhões de dólares (255,7 mil milhões de euros) associados à fabricante de carros elétricos.
Como conta a Forbes, as mais recentes ‘movimentações’ de Musk fazem com que se tenha tornado a primeira do mundo a chegar ao patamar dos 800 mil milhões de dólares - o equivalente a 677,4 mil milhões de euros.
Desta forma, Musk cava um ‘fosso’ ainda maior para a segunda pessoa mais rica do mundo - o cofundador da Google, Larry Page - que tem uma fortuna de ‘apenas’ 290 mil milhões de dólares (245,6 mil milhões de euros), de acordo com a Bloomberg Billionaires Index.
SpaceX funde-se à xAI
O empresário bilionário Elon Musk anunciou segunda-feira a fusão da sua empresa aeroespacial SpaceX com a sua startup de inteligência artificial (IA), a xAI, para formar uma forma de inovação mais ambiciosa.
"A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso, tanto na Terra como fora dela, com IA, foguetões, internet espacial, comunicação direta com dispositivos móveis e a plataforma líder mundial para informação em tempo real e liberdade de expressão", explicou Musk em comunicado.
O magnata salientou, no comunicado, que a procura global de eletricidade para IA não pode ser satisfeita "com soluções terrestres" sem prejudicar as comunidades e o ambiente, pelo que, "a IA espacial é a única forma de escalar" a longo prazo.
Segundo Musk, o lançamento de um milhão de toneladas de satélites por ano acrescentaria 100 gigawatts de capacidade de computação de IA anualmente, sem necessidade de operações ou manutenção contínuas.
Por isso, previu que, dentro de dois ou três anos, a forma mais económica de gerar poder computacional de IA será no espaço.
"Esta relação custo-benefício permitirá que as empresas inovadoras avancem no treino dos seus modelos de IA e no processamento de dados a velocidades e escalas sem precedentes", sublinhou.
Musk abordou ainda uma nova constelação de satélites que será baseada num design de sustentabilidade espacial e em estratégias operacionais "bem estabelecidas", como a sua destruição no final da sua vida útil.
O empresário que detém também a rede social X salientou que, embora o lançamento de satélites de IA a partir da Terra seja o seu objetivo a curto prazo, as capacidades do seu sistema de foguetões Starship também permitirão operações noutros locais, como a Lua.
"Uma vez lá, será possível estabelecer uma presença permanente para as atividades científicas e de fabrico", observou Musk, sublinhando que as fábricas lunares podem aproveitar os recursos da Lua para fabricar satélites e implantá-los no espaço.
De acordo com a agência Bloomberg, a empresa resultante da fusão deverá abrir o seu capital através de uma oferta pública inicial (IPO) avaliada em aproximadamente 1,25 mil milhões de dólares.
A xAI, que se fundiu com a rede social X em 2025, enfrenta atualmente uma série de investigações na Europa, Índia e no estado da Califórnia por utilizar a sua inteligência artificial, Grok, para gerar conteúdo sexualmente explícito, incluindo imagens que podem envolver menores.
Entretanto, a SpaceX, fundada em 2002 por Musk, tornou-se o principal fornecedor de serviços de lançamento da NASA e é também proprietária da Starlink, que tem mais de 9.000 satélites em órbita, segundo a estação CNBC.
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