Eliminado por Trubin, Marseille desabafa: "Benfica vai ganhar 57 milhões"
- 31/01/2026
O Marseille vive um mau momento desportivo e muito à conta do Benfica. Na sequência da eliminação da Liga dos Campeões, prova em que os marselheses ficaram em 25.º lugar na fase de liga, Roberto de Zerbi, treinador italiano que orienta o emblema do sul de França, lamentou as inúmeras mexidas no plantel, época após época.
"O Marseille é uma grande equipa, mas precisa de tempo para crescer. Os jogadores estão juntos há muito pouco tempo. Se há seis ou sete mudanças em todas as épocas, é difícil ser competitivo. Não é uma desculpa, nem uma crítica", disse o italiano nos últimos dias, palavras que mereceram resposta por parte do seu presidente.
Antes do apito inicial do encontro deste sábado entre o Paris FC e o Marseille, que terminou com um empate, o presidente marselhês Pablo Longoria esteve no estúdio da BeIN Sports France para abordar a atualidade do Marseille.
Longoria explicou o fracasso dos gauleses na Liga dos Campeões, num desfecho que foi sentenciado com o golo de Anatoly Trubin na vitória do Benfica sobre o Real Madrid (4-2), que apurou as águias para o playoff de acesso aos oitavos de final, e usou mesmo o exemplo dos encarnados para justificar o desinvestimento.
"Um treinador deve ter ambição coletiva e é verdade que há muitas mudanças, e ter jogadores que jogam juntos há algum tempo ajuda, sobretudo nos automatismos coletivos. Mas essa é a minha responsabilidade enquanto presidente de um clube francês. O Benfica renegociou os seus direitos televisivos esta semana e vai receber 57 milhões de euros por época. Segundo as nossas estimativas, o Marseille receberá cerca de 17 milhões de euros esta temporada. É uma questão económica", começou por dizer o dirigente espanhol.
"Falo disso de forma muito aberta. É uma valorização do plantel e o objetivo de estar ao nível da Liga dos Campeões. É preciso procurar melhorar o plantel conforme as oportunidades, é lógico. Tem de se adaptar ao treinador e elevar o nível individual dos jogadores. Quando cheguei ao clube em 2020, o plantel era diferente. Contra o Lens, quando o Ethan Nwameri saiu, foi o Mason Greenwood que entrou. É preciso ter perspetiva para perceber a realidade. É necessário um modelo económico. É um equilíbrio a encontrar", acrescentou Pablo Longoria.
Apesar das críticas, o presidente do Marseille mantém a confiança em De Zerbi.
"Sinceramente, temos de sair do drama e do teatro que se criam à volta de muitas situações. Depois desta derrota pesada, não só pelo jogo mas por tudo o que se passou a seguir, com o final do Benfica-Real Madrid. Fica sempre uma sensação de desilusão. Há responsabilidade e há gestão. Ver drama e teatro na imprensa por uma simples gestão de um clube de futebol... Perder 3-0 na Liga dos Campeões frente ao Club Brugge não é aceitável, mas um presidente tem de manter a seriedade. Nunca defini a Liga dos Campeões como objetivo, mas isso não é falta de ambição, é apenas a realidade", ressalvou o dirigente.
"Nos últimos 30 anos, o Marseille só conseguiu qualificar-se duas vezes seguidas para a Liga dos Campeões uma única vez. Esse é o objetivo principal da época. Ter 9 pontos em 6 jogos é um bom resultado. Mas ser eliminado pela diferença de golos porque sofremos 6 golos nos dois últimos jogos mostra falta de atenção. Qual é o verdadeiro problema? É preciso procurar e analisar os altos e baixos. Em momento algum houve discussão sobre a saída do treinador. Existe uma análise calma e profissional entre o Medhi, o treinador e eu sobre as razões dos jogos de alto nível que acabámos de perder", finalizou.














