Eleições? "Escolha que diz muito daquilo que podem ser os próximos anos"
- 18/01/2026
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, exerceu o seu direito ao voto no sufrágio para decidir o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, este domingo. O chefe do Governo, que votou em Espinho, disse ter "uma expectativa positiva" quanto à abstenção, tendo em conta que "esta é uma eleição altamente disputada, com muitos candidatos". Assumiu, além disso, que se trata de uma "escolha que diz muito daquilo que podem ser os próximos anos de Portugal".
"É importante que haja [uma grande participação], porque esta é uma decisão soberana dos portugueses, que não devem delegar essa possibilidade de escolherem o mais alto magistrado da nação, aquele que é, no nosso sistema político, um elemento chave do equilíbrio dos poderes, da coesão social, para enfrentarmos cinco anos que serão, seguramente, muito desafiantes, quer do ponto de vista interno, prosseguindo um caminho de afirmação do país, de recuperação e de consolidação da sua situação económica e financeira, mas também no plano externo, no contexto europeu e internacional, onde a palavra de Portugal é cada vez mais importante e relevante, visto que o mundo vive muitos conflitos e Portugal é um país com quase nove séculos de história, com muitos pergaminhos no que diz respeito à aproximação de povos, de culturas", disse, à boca das urnas.
O responsável sublinhou ainda que o Presidente da República tem sido "um elemento preponderante" na política externa, pelo que espera que esse "seja um dos pilares do exercício da função nos próximos anos".
"A Presidência da República e o Presidente da República são um elemento chave do equilíbrio social do país, do equilíbrio político, da capacidade de entendimento, da criação de consensos, e são também um elemento chave da participação de Portugal no mundo, da aproximação às suas comunidades espalhadas pelo mundo, de aproximação a outras culturas, num tempo em que os conflitos de natureza política e económica são muito impactantes. É uma escolha que diz muito daquilo que podem ser os próximos anos de Portugal", complementou.
Montenegro apontou que, no final de uma campanha eleitoral, permeia “uma sensação de que se podia esclarecer mais isto ou aquilo”. Contudo, o primeiro-ministro ressalvou que “a campanha foi longa”, pelo que “não foi por falta de oportunidades que os candidatos não conseguiram afirmar as suas ideias e a forma como tencionam exercer esta função”.
“Diria que os portugueses têm todos os elementos para decidir e, desse ponto de vista, a democracia portuguesa é muito saudável. Não é perfeita, como nenhuma é, não é isenta de problemas, mas é uma democracia que funciona e que, apesar dessas imperfeições, consegue ser esclarecedora nas campanhas, consegue ser tranquila na tomada de decisão e consegue ser tolerante no respeito entre candidatos e no respeito do povo perante as escolhas”, disse, considerando que, "provavelmente, vamos encontrar-nos daqui a três semanas numa segunda volta".
Recorde-se que mais de 11 milhões de eleitores são este domingo chamados a participar no sufrágio que determinará o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. A 11.ª eleição para a Presidência da República desde a instauração da democracia conta com 11 candidatos, um número recorde.














