Eleições diretas devem ser "relançamento da iniciativa política do PS"
- 24/01/2026
Na intervenção de abertura da reunião desta manhã da Comissão Política Nacional do PS, que foi aberta à comunicação social, José Luís Carneiro referiu que os socialistas "devem saber fazer das eleições internas", que deverão realizar-se em meados de março já depois de escolhido o novo Presidente da República, "um momento de relançamento da iniciativa política do PS".
"O PS tem de voltar a afirmar-se como a grande e a única alternativa política credível e de confiança para todas e para todos os portugueses. Esse é o espírito com que partiremos para essa eleição", frisou o secretário-geral do PS, que se recandidata à liderança do partido.
O líder do PS manifestou a sua intenção de ver concluído todo o processo eleitoral interno "antes do verão, com eleições para os órgãos nacionais em março e para as concelhias e federações entre maio e junho".
José Luís Carneiro enfatizou a importância de o PS estar "organizado, preparado para o diálogo e para a construção de uma alternativa sólida e credível ao Governo".
"Para sermos aquilo, afinal, que sempre fomos, a grande força motriz das grandes transformações sociais, culturais, económicas e políticas em Portugal. Sim, com orgulho das conquistas dos últimos 50 anos, mas esse legado tem de ser a base para construirmos o nosso futuro coletivo. Sem esquecer a dignidade de cada pessoa", pediu.
Carneiro apelou a todos os democratas e aos que "aspiram a um país mais decente" que "confiem nos valores, nos ideais e na capacidade do PS para os aplicar na vida concretas das pessoas".
"Teremos a humildade democrática para ir ao seu encontro, para a saber ouvir e para fazer o melhor pelo nosso país. O PS quer afirmar-se como um partido progressista, humanista e moderado, um partido de valores, mas também de ação, um partido de soluções para o país e para todos, mesmo para todos os portugueses", declarou.
A Comissão Nacional do PS reúne-se para aprovar a calendarização do XXV Congresso e das eleições diretas para a liderança do partido, estando também prevista uma análise da situação política e uma intervenção aberta do secretário-geral.
A reunião tem na ordem de trabalhos a análise da situação política, a aprovação de vários aspetos do XXV Congresso Nacional do PS, incluindo a eleição da comissão organizadora, por via eletrónica, a definição da data e local - que deverá ser Viseu - e os regulamento das eleições do secretário-geral, dos delegados ao congresso e da quotização.














