Efeitos da depressão Marta no rio Douro "só durante a madrugada"
- 07/02/2026
O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, anunciou, no ponto da situação das 12:40, o deslocamento da depressão Marta para o norte do país, afetando assim outras regiões que até agora não estavam previstas.
Questionado sobre o novo quadro meteorológico, Pedro Cervaens começou por responder que na última noite a "cota do rio Douro desceu mais de um metro, ficando nos 5,1 metros quando, na madrugada anterior, na mesma preia-mar, tinha estado nos 6,15 metros", pormenor que disse ser "bastante significativo" e que pode, em parte, amenizar os efeitos da chegada da depressão.
"A próxima preia-mar, em princípio, não será também crítica porque houve um abaixamento significativo da cota", assinalou o oficial, confirmando que a chegada da depressão trará "bastante chuva na parte interior norte e também em Espanha".
Prosseguir a monitorização é, o para comandante adjunto, o caminho a seguir, admitindo "a probabilidade dos caudais que, entretanto, em média têm baixado para os cinco mil metros cúbicos por segundo na Barragem de Crestuma, poderem aumentar" determinando a "implementação de mais algumas medidas para além daquelas que já estão no terreno".
Questionado se vê isso como provável acontecer na próxima preia-mar ou só de madrugada, Pedro Cervaens respondeu que poderá surgir "só durante a próxima madrugada".
"Eu creio que na próxima preia-mar as coisas estão bastante controladas, porque a água demora algum tempo a chegar ao estuário. Vai demorar seguramente", disse.
E prosseguiu: "pode ser que a Régua seja afetada um pouco mais cedo, mas no estuário, só durante a próxima madrugada, eventualmente".
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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