Efeito secundário do Ozempic? Estudo alerta para inflamação do pâncreas
- 10/02/2026
Segundo um novo estudo publicado no British Medical Journal, o uso de Ozempic pode levar a uma inflamação no pâncreas, conhecida como pancreatite. Em certos casos, este pode ser mesmo um problema grave.
A revista científica emitiu um alerta neste sentido após detetar um aumento no números de casos desta inflamação em pessoas que estavam a tomar Ozempic. Apesar do alerta, revelam que “a grande maioria das pessoas que tomam estes medicamentos prescritos está segura e tem mais benefícios do que riscos”.
Ainda assim, este aumento repentino de pancreatite é algo que “exige alertar os profissionais de saúde e monitorar os sintomas associados", explicam em comunicado os responsáveis pelo estudo.
Leia Também: Para que serve o chá de cavalinha? A planta que faz bem a (quase) tudo
Estudo alerta para o uso de medicamentos tipo Ozempic
A investigação tem em conta dados entre 2007 e 2025. Durante esse período, foram detetados 1.296 casos de pancreatite no Reino Unido, 19 deles levaram mesmo à morte dos pacientes.
O Telecinco aponta que só em junho de 2025 foram identificadas 10 mortes decorrentes de pancreatite em pessoas que tomavam inibidores de GLP-1, tal como é o caso do Ozempic. Depois, no final de outubro, quando a contagem foi finalizada, o número de mortes terá chegado às 19.
“Em janeiro de 2025, um total de 82 pessoas morreram por certas causas, incluindo pancreatite, após tomarem medicamentos GLP-1", afirmam os responsáveis pelo estudo. "O risco de desenvolver esses efeitos colaterais é muito pequeno, mas é importante que pacientes e profissionais de saúde estejam atentos a estes sintomas.”
Assim, é importante tomar este tipo de medicamentos de acordo com as doses prescritas e com supervisão de profissionais de saúde. Se existirem suspeitas de pancreatite, o melhor é mesmo suspender a medicação.
O que é pancreatite?
Segundo o website da rede de saúde CUF, “ pancreatite é uma doença caracterizada por uma inflamação do pâncreas, que ocorre quando as enzimas pancreáticas, normalmente utilizadas na digestão dos alimentos, são libertadas no seu interior do, iniciando um processo de digestão do próprio órgão”.
Dizem ainda que existem dois tipos de pancreatite, a aguda, com uma duração curta, e a crónica, com uma inflamação que poderá prolongar-se durante alguns anos. “O risco de cancro do pâncreas em doentes com pancreatite crónica é acrescido, variando consoante a causa e a presença de outros fatores de risco, tais como o tabagismo e o alcoolismo. Os doentes alcoólicos têm um risco quinze vezes superior de desenvolver cancro do pâncreas.”
Contam ainda que “geralmente, começa de forma súbita e atinge a sua máxima intensidade em poucos minutos, mantém-se constante e intensa, é de carácter penetrante e dura vários dias”.
Explicam que em alguns casos nem a toma de analgésicos ajuda a aliviar os sintomas. Acaba por ser pior quando se associa a tosse, movimentos bruscos ou com respiração mais profunda.














