Dos elogios aos favoritismos. O que foi dito após o sorteio da Taça
- 15/01/2026
"Neste último jogo [quartos de final], jogámos contra o Benfica e estamos preparados. Ainda há um jogo por disputar [Sporting-AVS], pelo que o que vier será para jogar. Faz parte do sonho e da capacidade do FC Porto jogar finais e ganhá-las. Temos de passar a meia-final, importante para chegar à final, que queremos vencer", resumiu Rui Barros, representante do FC Porto no sorteio.
Os 'dragões' vão defrontar o vencedor do jogo dos 'quartos' entre Sporting e AVS, em 04 de fevereiro, facto que garantiu a presença na final de uma equipa de escalão secundário, já que na outra meia-final se defrontam Fafe, da Liga 3, e Torreense, da II Liga.
O antigo internacional português deu ainda os "parabéns" às duas equipas de escalões inferiores, recordando que os seus percursos traduzem o espírito da Taça de Portugal, "permitindo que as pessoas sonhem e vivam o clube".
Bernardo Palmeiro, diretor-geral do Sporting, destacou a vontade do clube em voltar a conquistar o troféu do qual é detentor, esperando "dificuldades" nos quartos de final contra o AVS, problemas que se repetirão com o FC Porto, caso os 'leões' continuem em prova.
"O calendário é apertado e todos os jogos são importantes. Se tivermos a felicidade de passar, encontraremos o FC Porto que eliminou o Benfica e está num bom momento. Somos detentores do título e ambicionamos voltar a ganhar", frisou.
O dirigente disse ainda que a presença de Fafe e Torreense nas meias-finais "é a prova de que o futebol profissional está a crescer em Portugal", com a diferença de valor entre as diversas divisões a esbater-se.
Miguel Socorro, vice-presidente do AVS, assume que não será fácil para a sua equipa afastar o Sporting, em Alvalade, e posteriormente o FC Porto, a duas mãos, contudo confia que a equipa dará uma melhor resposta competitiva na segunda volta, pelo que sonha que isso possa ser possível.
"Primeiro, pensarmos no Sporting. Se formos felizes, também será muito complicado frente ao FC Porto", assumiu.
Derlei, presidente da SAD do Fafe, enalteceu o percurso da sua equipa, recordando as diferenças de orçamento e planteis entre os diversos escalões, daí a valorizar ainda mais o facto da formação da Liga 3 ter afastado três adversários do campeonato principal, o ultimo dos quais o Sporting de Braga, "finalista de uma Liga Europa".
"Chegar a uma meia-final quando se joga na terceira divisão, dois escalões abaixo do nível mais alto, sabendo a diferença que existe, sobretudo em termos de orçamento, é um enorme orgulho. É um prémio chegar a esta fase. Em campo, são 11 contra 11. Queremos continuar a sonhar e a acreditar", vincou.
Recordou que o Torreense está um escalão acima, com maior orçamento e plantel com "mais soluções", algo que entende pode ser importante numa eliminatória a duas mãos: "Onde chegámos é motivo de orgulho. Com todo o respeito pelo Torrense, neste momento, não há favoritismos".
Finalmente, André Fadrilho, diretor-geral do Torreense, da II Liga, recordou que nesta fase não há adversários a evitar, elogiando o percurso do Fafe, "que mostrou uma estrutura profissional e organizada, capaz de criar dificuldades a qualquer equipa".
"É um privilégio jogar nesta fase. É uma montra e uma valorização do nosso projeto. Temos o máximo de respeito e esperamos dois jogos muito difíceis e acreditamos que podemos sair vitoriosos. É um sentimento especial estar nesta fase, vamos encarar como mais um jogo, mas queremos estar na grande festa, no Jamor", concluiu.














