Donald Trump defende que mudança de poder no Irão "seria o melhor"
- 13/02/2026
Trump fez estes comentários pouco depois de visitar as tropas em Fort Bragg, na Carolina do Norte, e depois de confirmar, ao início do dia, o envio de um segundo grupo de porta-aviões para o Médio Oriente.
"Parece que isso seria o melhor que poderia acontecer", destacou Trump aos jornalistas quando questionado sobre a pressão para a queda do regime no Irão.
O Presidente sugeriu nas últimas semanas que a sua principal prioridade é que o Irão reduza ainda mais o seu programa nuclear, mas hoje indicou que esta é apenas uma das concessões que os EUA precisam que o Irão faça.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que viajou esta semana para Washington para conversações com Trump, tem feito pressão para que qualquer acordo inclua medidas para neutralizar o programa de mísseis balísticos do Irão e acabar com o financiamento de grupos islamitas como o Hamas e o Hezbollah.
O porta-aviões juntar-se-á ao "USS Abraham Lincoln", que já está na região desde janeiro com os seus navios de escolta, segundo a imprensa norte-americana.
Esta manobra marca uma reviravolta súbita das operações do "USS Gerald R. Ford", que Trump tinha enviado do mar Mediterrâneo para as Caraíbas em outubro passado.
Na altura, as forças norte-americanas aumentaram a presença militar na região, manobras que culminaram numa operação no início de janeiro que resultou na captura em Caracas do líder venezuelano Nicolás Maduro, que atualmente está detido em Nova Iorque.
Donald Trump, homenageou hoje os membros das forças especiais que depuseram o antigo líder venezuelano Nicolás Maduro, sublinhando que a operação mostra que os Estados Unidos são temidos pelos potenciais inimigos em todo o mundo.
Ao discursar aos soldados e às suas famílias em Fort Bragg, uma das maiores bases militares do mundo, Trump frisou: "O vosso comandante-chefe apoia-os totalmente".
"Nessa noite, o mundo inteiro viu do que todo o poderio militar dos EUA é capaz. Foi tão preciso, tão incrível", insistiu.
Trump prometeu ainda, destacando que já todos os adversários o sabem: "Enquanto eu for presidente, seremos a força de combate mais bem liderada, mais bem treinada, mais bem equipada, mais disciplinada e mais elitista que o mundo já viu".
Depois, citando um dos seus slogans de campanha, pediu aos militares: "Quando for necessário, lutarão, lutarão, lutarão. Vencerão, vencerão, vencerão".
O Presidente e a primeira-dama Melania Trump também se reuniram em privado com famílias de militares.
A agência Associated Press (AP) noticiou que a visita pareceu mais um comício político do que uma visita oficial para homenagear as Forças Armadas dos EUA.
Os elogios de Trump à operação que derrubou Maduro só surgiram depois de este ter chamado ao palco Michael Whatley, antigo presidente do Comité Nacional Republicano, que conta com o apoio do presidente e concorre agora a um lugar no Senado pela Carolina do Norte.
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