Dois hábitos diários podem reduzir risco de demência em quase 40%
- 12/02/2026
De acordo com um novo estudo da Rush University Medical Center existem dois hábitos diários, muito simples que podem ajudar a reduzir o risco de demência em quase 40%. Nunca pensou que fosse algo que tivesse tanto impacto.
Segundo a investigação, ler e escrever são os hábitos que podem ajudar a reduzir o risco. Acabam por ser atividades estimulantes que podem ajudar a proteger contra o declínio cognitivo. Aprender um novo idioma pode também ajudar a fortalecer o cérebro.
“Os resultados são encorajadores. Sugerem que o envolvimento consistente em uma variedade de atividades mentalmente estimulantes ao longo da vida pode fazer diferença na cognição”, revela Andrea Zammit, uma das responsáveis pelo estudo.
Como reduzir o risco de demência
“Investimentos públicos que ampliem o acesso a ambientes enriquecedores, como bibliotecas e programas de educação infantil projetados para despertar o amor pela aprendizagem ao longo da vida, podem ajudar a reduzir o risco de demência”, continua.
O estudo acompanhou 1.939 pessoas com idade média de 80 anos e que não tinham demência no início do estudo. A investigação acompanhou este grupo ao longo de oito anos. Foram respondidos vários questionários ao longo de todo o processo.
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No final da investigação, 551 pessoas apresentaram Alzheimer e 719 tiveram algum tipo de comprometimento cognitivo. As pessoas que apresentaram melhores resultados, liam e escreviam com mais frequência.
“Este novo estudo mostra que manter-se mentalmente ativo ao longo da vida pode reduzir o risco de doença de Alzheimer em quase 40%. Isto corrobora o que já sabemos sobre as medidas preventivas que as pessoas podem adotar para reduzir o risco de desenvolver demência”, continua a especialista.
Os primeiros sinais de demência podem manifestar-se no andar
O agravar do sentido de direção, por exemplo, está frequentemente associada a défices cognitivos iniciais, como comprometimento da memória espacial", explica ao jornal Metrópoles o neurologista Maciel Pontes.
"Demências como o Alzheimer afetam o lobo frontal, crucial para a tomada de decisões e o controle motor. A perda de sinapses e a morte neuronal prejudicam a integração entre movimento e função cerebral, resultando nessas alterações motoras", esclarece o especialista.
Além disso, "há uma condição designada síndrome de risco motor cognitivo, que combina queixas de perda de memória com lentidão ao caminhar. Quando estes dois sinais surgem juntos, o risco de demência cresce de forma considerável", acrescenta o neurocirurgião Renato Campos, em declarações ao mesmo jornal.
Quanto aos sintomas, podem variar conforme o tipo de demência. "Demências como a de corpos de Lewy estão intimamente ligadas a problemas motores, como instabilidade postural, quedas frequentes e lentidão dos movimentos. Além disso, existe a hidrocefalia de pressão normal, uma condição que, embora menos conhecida, pode ser reversível se tratada adequadamente", refere.














