Dinamarca defende presença permanente da NATO da Gronelândia
- 20/01/2026
"O que propusemos através da NATO é uma presença mais permanente na Gronelândia e arredores", disse, em declarações reportadas pela agência Ritzau, após uma sessão de escrutínio parlamentar em Copenhaga.
A proposta é inspirada no trabalho da aliança na região do Mar Báltico, onde as tropas da NATO estão permanentemente estacionadas na Estónia, Letónia e Lituânia e também cooperam na vigilância marítima através da missão chamada "Baltic Sentinel".
"Isto pode ser transferido para a região ártica", considerou Frederiksen.
Perante as pressões do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para anexar a Gronelândia, o ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, e a ministra dos Negócios Estrangeiros da ilha ártica, Vivian Motzfeldt, propuseram ao secretário-geral da NATO, Mark Rutte, uma missão em redor do território autónomo do Reino da Dinamarca.
Frederiksen comentou hoje que "houve uma resposta positiva" ao compromisso da NATO em reforçar a segurança.
A primeira-ministra dinamarquesa também aludiu às manobras militares designadas como "Resistência Ártica", levadas a cabo pelas forças armadas dinamarquesas na Gronelândia e que foram acompanhadas por alguns aliados europeus da NATO, sublinhando que não se trata de uma reação contra os Estados Unidos, com os quais houve "total transparência".
Outros países enviaram militares em reconhecimento para explorar possibilidades de cooperação.
No sábado, Donald Trump afirmou que pretende cobrar tarifas (de 10% em fevereiro e de 25% em junho) sobre mercadorias de oito países europeus devido à oposição ao controlo dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, entre os quais seis Estados-membros da União Europeia (Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia) e dois outros (Noruega e Reino Unido).
A imposição de tarifas manter-se-ia até que fosse alcançado um acordo "para a compra total da Gronelândia" por Washington.
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