Dez freguesias de Castelo Branco ainda com constrangimentos na energia
- 03/02/2026
No final da reunião de hoje do Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM) de Castelo Branco, o executivo liderado por Leopoldo Rodrigues disse que, nesta fase, um dos "principais problemas identificados prende-se com telhados danificados e chaminés caídas resultante da ação do vento forte".
Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, o executivo disse ainda que, atualmente, "persistem constrangimentos em 10 freguesias, encontrando-se a situação a ser acompanhada em articulação com a E-Redes".
"A Câmara Municipal disponibilizou seis geradores, que foram posicionados em localidades isoladas, onde as condições da rede de média e baixa tensão permitem o seu funcionamento", indicou.
No documento, referiu ainda, sem precisar o número, que "foram monitorizados os doentes referenciados pela Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco que, pela falha de energia, possam estar com o acesso a equipamentos médicos de assistência respiratória comprometido".
No terreno, disse, encontram-se "diariamente cerca de 100 operacionais, integrando equipas municipais, sapadores florestais, serviços municipalizados, Juntas de Freguesia - também com meios e maquinaria próprios - e empresas contratadas".
Entre os principais trabalhos em curso contam-se "ações de corte e limpeza, nomeadamente em escolas, cemitérios, estradas nacionais, reservatórios de água, bem como de apoio aos trabalhos da E-Redes".
Também as escolas do concelho estão "todas em funcionamento, não se registando constrangimentos da atividade letiva", indicou a autarquia, que prometeu continuar a "acompanhar de forma permanente a evolução da situação, apelando à população para que adote comportamentos preventivos" e pedindo que informem os serviços em caso de ocorrências, tendo em conta as previsões meteorológicas dos próximos dias.
"Há um cenário dominado por instabilidade persistente, com um pico de impacto previsto para quinta-feira, associado a precipitação intensa e vento forte, e um novo agravamento esperado para sábado. [...] Mantém-se elevado o risco de cheias rápidas e de escoamento superficial, em resultado da persistência da precipitação", avisou.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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