Deslizamento de terra afeta reservatório e abastecimento de água na Régua
- 11/02/2026
José Manuel Gonçalves adiantou à agência Lusa que, em consequência do deslizamento de terras, a cobertura do depósito cedeu, ficando também a conduta entupida.
O reservatório pertence à empresa Águas do Norte, responsável pelo abastecimento em alta e, segundo o autarca, no local já se procede à retirada de água daquela infraestrutura, uma operação que deverá demorar várias horas.
O autarca garantiu que se procura uma alternativa para o abastecimento de água àquela população.
Em comunicado, a Câmara da Régua adiantou que "será efetuada uma resolução provisória, com o objetivo de minimizar os constrangimentos causados à população, sendo o abastecimento reposto com a maior brevidade possível".
Em consequência do mau tempo, como a chuva intensa que está a provocar a saturação dos solos, têm-se verificado várias derrocadas, abatimentos de estadas e quedas de muros nos concelhos do Douro, inseridos no distrito de Vila Real.
Hoje mesmo, o município da Régua informou que por motivos de segurança, a estrada que liga Godim a Fontelas estará temporariamente cortada ao trânsito.
Neste concelho, desde o dia 02 de fevereiro e as 19h00 de hoje foram contabilizadas 185 ocorrências relacionadas com o mau tempo.
Em Mesão Frio, Santa Marta de Penaguião, Sabrosa e Alijó foram também reportados constrangimentos em vias rodoviárias.
Em Vila Real, segundo o presidente da Câmara, Alexandre Favaios, as principais preocupações estão centradas na Avenida Primeiro de Maio, no centro da cidade, onde um troço de uma das três faixas de rodagem -- no sentido centro/ponte metálica - se encontra condicionado devido a um abatimento identificado na via que está a ser monitorizado.
A Primeiro de Maio é uma das principais artérias da cidade, mas no concelho e também devido a um abatimento, a Estrada Municipal 313 está condicionada na zona de Nogueira.
No centro da cidade de Vila Real verificou-se na terça-feira um corte de eletricidade alegadamente devido a uma avaria num posto de transformação, provocada pelo mau tempo, onde a E-Redes colocou um gerador.
A Lusa tentou obter mais informações junto da empresa, o que não foi possível até ao momento.
Hoje, em consequência do vento forte a cobertura de um edifício foi arrancada obrigando ao corte temporário da Rua das Botelhas, em Vila Real, para a limpeza da via.
Apesar da situação de cheia, os rios Douro, no Peso da Régua, e Tâmega, em Chaves, mantiveram hoje os caudais estáveis.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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