Depressão Kristin: 211 ocorrências em Beja e Évora
- 28/01/2026
Em comunicado, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo indicou terem sido registadas 99 ocorrências no distrito de Beja, enquanto uma fonte do Alentejo Central deu conta da existência de 112 no distrito de Évora.
Segundo a Proteção Civil do Baixo Alentejo, a maioria das situações naquela região, 83, diz respeito a quedas de árvores, seguindo-se 10 inundações, três quedas de estruturas, dois movimentos de massa e uma limpeza de vias.
"Destas ocorrências, não resultaram vÃtimas ou danos materiais", adiantou, referindo que as operações envolveram um total de 308 operacionais, apoiados por 128 veÃculos.
No comunicado, o comando sub-regional realçou que encontravam cortadas ao trânsito a Estrada Municipal 1084 no troço entre a Estação de Ourique e Conceição e a Estrada Municipal 514 na passagem pela Ribeira de Limas no troço entre Serpa e Vale do Poço.
Um total de 15 elementos de várias corporações de bombeiros do distrito foi mobilizado para "situações de maior complexidade no território nacional", acrescentou.
De acordo com a fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Central, no distrito de Évora, foram registadas 88 quedas de árvores, o desabamento de uma estrutura, oito quedas de estruturas, oito inundações, seis danos em redes elétricas e um movimento de massa.
Em Évora, revelou anteriormente à Lusa o coordenador municipal de Proteção Civil, Joaquim Piteira, um casal e um filho menor ficaram desalojados devido à inundação da casa onde vivem, numa quinta situada no Bairro das Espadas, na periferia da cidade.
A passagem da depressão Kristin por território português deixou um rastro de destruição e, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) provocou quatro mortes, uma no concelho de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, e três no concelho de Leiria.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações, foram as principais consequências do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial para nÃvel 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nÃvel mais grave) em toda a costa do continente.
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