Demissão de ministra? "É um falhanço evidente de Montenegro", diz Ventura
- 10/02/2026
O presidente do Chega, André Ventura, considerou esta terça-feira que a demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, comprova o "falhanço evidente" do Executivo de Luís Montenegro.
Numa mensagem publicada na rede social X, André Ventura afirmou que esta demissão "é a prova da incapacidade do Governo em gerir todas as adversidades que o país tem enfrentado, desde os incêndios ao recente fenómeno das tempestades".
E acrescentou: "É um falhanço evidente de Luís Montenegro que, da Saúde à Administração Interna, vai perdendo o controlo do Governo."
O líder do Chega questionou ainda: "Quanto mais tempo vai demorar até serem resolvidos os outros 'erros de casting' deste Governo? Portugal merece muito mais!"
Esta demissão da Sra. Ministra da Administração Interna é a prova da incapacidade do Governo em gerir todas as adversidades que o país tem enfrentado, desde os incêndios ao recente fenómeno das tempestades. É um falhanço evidente de Luís Montenegro que, da saúde à administração…
— André Ventura (@AndreCVentura) February 10, 2026
A demissão de Maria Lúcia Amaral foi comunicada ao país esta terça-feira durante a noite, através de uma nota partilhada no site da Presidência, onde Marcelo Rebelo de Sousa, já de saída do cargo, anunciava que tinha aceitado "o pedido de demissão da ministra da Administração Interna".
O mesmo comunicado explicou que Maria Lúcia Amaral "entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo".
A proposta de demissão terá sido feita por Luís Montenegro, "que assumirá transitoriamente as respetivas competências".
A comunicação ao país, note-se, acontece um dia depois de Marcelo Rebelo de Sousa se ter encontrado com o seu sucessor, António José Seguro, numa reunião que durou cerca de três horas, e no dia anterior ao primeiro debate quinzenal na Assembleia da República desde o início das intempéries que assolaram o país.
Luís Montenegro responderá amanhã, quarta-feira, pela primeira vez, na Assembleia da República à oposição, que criticou a atuação do executivo, sobretudo na fase inicial de resposta à depressão Kristin, com vários partidos a pedirem a demissão da ministra da Administração Interna.
O primeiro-ministro, por seu turno, tem defendido que o Governo fez tudo o que era possível desde o início e que este ainda não é o momento de fazer a avaliação do Executivo, mas de responder às situações de emergência no terreno.














