DBRS mantém inalterado 'rating' de Portugal e perspetiva estável
- 16/01/2026
"A economia portuguesa continua a crescer de forma sólida, mas permanece sujeita a riscos externos", salienta a DBRS, na nota publicada hoje, perspetivando que o crescimento "deverá continuar nos próximos anos".
Os riscos ao crescimento são "principalmente de origem externa", como a possibilidade de uma subida das tensões comerciais e geopolíticas, bem como a incerteza em torno do impacto total das tarifas atuais sobre o comércio e as cadeias de abastecimento.
A DBRS alerta também para os "crescentes problemas de acessibilidade à habitação em Portugal", que, se persistirem, "poderão pressionar a competitividade e limitar o crescimento ao longo do tempo".
Já o outlook (perspetiva) estável "reflete a visão da Morningstar DBRS de que os riscos para as classificações de crédito estão equilibrados".
"Portugal está a caminho de registar um excedente orçamental em 2025, pelo terceiro ano consecutivo, e o Governo projeta um pequeno excedente para 2026", nota a agência de notação financeira, apesar de alertar que a manutenção de saldos orçamentais positivos "provavelmente vai tornar-se cada vez mais difícil, dado as crescentes pressões sobre os gastos e os cortes de impostos implementados e planeados pelo Governo".
Ainda assim, "a atual posição orçamental de Portugal e a dinâmica favorável da dívida mitigam os riscos de uma deterioração limitada do equilíbrio fiscal ao longo do tempo".
A DBRS foi a primeira agência de notação financeira a pronunciar-se sobre a dívida soberana de Portugal este ano. Segue-se a S&P, cuja notação é de 'A+' com a perspetiva estável, a 27 de fevereiro e a Fitch ('A' com 'outlook' estável) a 06 de março.
O 'rating' é uma avaliação atribuída pelas agências de notação financeira, com grande impacto para o financiamento dos países e das empresas, uma vez que avalia o risco de crédito.
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