Danos na escola sede de Vila Nova de Poiares impactam oito salas
- 06/02/2026
"O principal prejuízo" do mau tempo registado nos últimos dias foram os danos na cobertura de dois pavilhões da escola sede, que impactaram "oito salas de aula", disse hoje o presidente da Câmara Municipal, Nuno Neves.
Em declarações à agência Lusa, o autarca referiu que, sem as coberturas, "chove dentro das salas", um problema que o município tentou colmatar colocando mais de uma turma por sala.
Trata-se de uma solução temporária para garantir que todos continuem a ter aulas.
A prioridade da Câmara de Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, é a recuperação destas estruturas da escola Doutor Daniel Matos, afirmou Nuno Neves, aludindo ainda ao facto de, "face aos vizinhos", o concelho não é o mais afetado.
"Tivemos alguns prejuízos, bastantes até, mas face aos demais, nem me posso queixar muito", vincou.
Os trabalhadores continuam a tentar reparar o estrago, que incide sobre "uma área muito extensa", mas as condições climatéricas "não têm sido as melhores para (...) andarem em cima dos telhados".
A autarquia está em contacto com os empreiteiros para fazer o orçamento da obra e a participação ao seguro, disse Nuno Neves, apontando ainda a queda de "muitas árvores", postes partidos e danos em estruturas municipais como alguns dos problemas registados no concelho.
Questionado sobre o valor dos prejuízos sentidos ao longo dos últimos dias, Nuno Neves afirmou que a autarquia ainda não possui um balanço relativamente a esta temática.
De acordo com a autarquia, devido às condições meteorológicas adversas previstas, "e por se considerar não estarem reunidas as condições de segurança necessárias", será cancelado o programa de atividades de Carnaval, que estava agendado para os dias 13 e 15 de fevereiro.
Numa publicação nas redes sociais, o município afirmou que "esta não é uma decisão fácil, mas é tomada com o maior sentido de responsabilidade, colocando sempre em primeiro lugar a segurança de todos".
Ainda assim, no que diz respeito às crianças, para não deixar de assinalar a data, o Agrupamento de Escolas irá promover uma atividade restrita, a decorrer apenas dentro dos estabelecimentos escolares.
Como adiantou o autarca à Lusa, a ponte de Louredo, sobre o rio Mondego, foi reaberta ao trânsito nos dois sentidos, após o previsível aumento do caudal do rio ter levado ao corte da circulação.
O Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil está ativo desde o dia 28 de janeiro.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos (incluindo Vila Nova de Poiares), que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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