Cuba expressa apoio ao governo e vice-presidente executiva da Venezuela
- 03/01/2026
"Apoiamos e acompanhamos a declaração emitida pela vice-presidente executiva da Venezuela, companheira Delcy Rodríguez, e a vontade de firmeza e soberania do povo bolivariano e chavista, da União Cívico-Militar-Policial e do seu Governo", escreveu Bruno Rodríguez Parrilla, nas suas páginas nas redes sociais.
Delcy Rodríguez denunciou na madrugada de hoje que desconhece o paradeiro de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter confirmado um ataque contra o país e anunciado a captura de ambos.
Em contacto telefónico com o canal estatal Venezolana de Televisión (VTV), Rodríguez exigiu ao Governo de Trump uma prova de vida de Maduro e Flores.
O Presidente norte-americano confirmou numa mensagem na sua conta do Truth Social que o seu país capturou na madrugada de hoje Nicolás Maduro e a sua mulher, numa operação que classificou como "brilhante".
"Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o Presidente Nicolás Maduro, que, juntamente com a mulher, foi capturado e levado para fora do país", escreveu Trump.
O Presidente anunciou que vai falar numa conferência de imprensa a partir da sua mansão em Mar-a-Lago, na Florida, às 11:00 locais (16:00 em Lisboa), para dar mais informações sobre a operação liderada pelas forças americanas.
Anteriormente, o Governo cubano já denunciara o "ataque criminoso" contra a Venezuela e pedido uma reação da comunidade internacional.
"Cuba denuncia e exige urgente reação da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos EUA à Venezuela. A nossa zona de paz está a ser brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América", alertou o Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, na sua página na rede social X.
Também no X, Bruno Rodríguez já condenara "energicamente a agressão militar em curso dos EUA contra a Venezuela".
Várias detonações foram ouvidas hoje de madrugada em Caracas, La Guaira e Miranda, no âmbito das tensões com os EUA que, em agosto, enviaram navios de guerra para o mar do Caribe, perto da costa venezuelana.
Após o ataque, o Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.
É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolas Maduro.
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