Cristiano Ronaldo arrasado após boicote: "Não é a Arábia de Cristiano"
- 07/02/2026
O boicote de Cristiano Ronaldo na Arábia Saudita continua a dar que falar. Descontente com o que tem sido a gestão recente do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), o avançado prolongou o braço de ferro com os máximos dirigentes do futebol saudita.
O craque português recusou-se a entrar em campo pelo segundo jogo consecutivo, falhando o embate do Al Nassr diante do Al Ittihad, que decorreu na tarde desta sexta-feira, uma atitude que está a dar que falar na Arábia Saudita e não só.
Em direto para o programa 'Action Ma-Waleed', da estação televisiva MBC Action, da Arábia Saudita, Walid Al-Faraj, conceituado comentador do futebol saudita, criticou o comportamento do capitão da seleção nacional e do Al Nassr, vincando que o jogador madeirense tem de respeitar a Liga local... ou ir embora.
"Cristiano Ronaldo tem de saber qual é o lugar dele. Este país chama-se Arábia Saudita, não Arábia de Ronaldo. Ele confunde ser embaixador com gestor. Está a ser uma desilusão. Ele é um empregado, ganha um salário milionário - maior do que alguma vez ganhou na Europa - e tem de respeitar a Liga, ou sair", começou por dizer o comentador.
Ainda no decorrer do mesmo programa, Walid Al-Faraj garantiu que seria impossível ver este tipo comportamento de um jogador que pertencesse a um campeonato europeu.
"Imaginem um jogador do Manchester City recusar-se a jogar em protesto contra as decisões do dono do clube. Ou um jogador do Arsenal recusar dois por estar insatisfeito com a proposta de renovação. É impossível para um jogador ousar fazer isso na Premier League", prosseguiu o comentador, que não deixou também de apontar o dedo ao francês Karim Benzema pela forma como o avançado recusou jogar dois jogos pelo Al-Ittihad, antes de rescindir com a equipa orientada por Sérgio Conceição e reforçar o rival Al Hilal no mercado de inverno, clube pelo qual até já marcou dois golos.
O comentador defendeu ainda que Cristiano Ronaldo nunca se deveria ter deslocado até ao Estados Unidos da América, onde se reuniu com Donald Trump na Casa Branca.
"Podíamos dar-lhe 500 anos e Cristiano Ronaldo nunca entraria na Casa Branca. Se não tivesse integrado a comitiva saudita, nem sequer se aproximaria da porta", finalizou.
Refira-se que Cristiano Ronaldo renovou recentemente contrato com o Al Nassr, estando ligado ao clube até junho de 2027. No entanto, esta 'guerra' aberta com a Arábia Saudita coloca em causa a permanência no Médio Oriente para lá do final desta temporada.















