Crise energética obriga Cuba a encerrar hotéis e a transferir turistas
- 07/02/2026
O vice-primeiro-ministro, Oscar Pérez-Oliva Fraga, afirmou na sexta-feira na televisão estatal que "se desenhou um plano no turismo para reduzir os consumos energéticos, compactar as instalações turísticas e aproveitar a temporada alta que decorre neste momento no país".
O também ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro não especificou detalhes sobre essa "compactação" da infraestrutura turística, mas, adianta a agência espanhola EFE, estão a ser fechados hotéis e turistas internacionais a ser realojados em outros centros.
Os hotéis afetados estão localizados sobretudo em Varadero e no norte da ilha, abrangendo unidades de cadeias como as espanholas Meliá e Iberostar e a canadiana Blue Diamond.
O turismo cubano, motor tradicional da economia, registou em 2025 o pior ano desde 2002, com 1,8 milhões de visitantes internacionais, face aos 4,7 milhões de 2018.
Canadá e Rússia foram os principais mercados emissores, com 754.010 e 131.882 turistas, respetivamente, mas ambos registaram quedas anuais de 12,4% e 29%.
A crise atual resulta de uma combinação de fatores, nomeadamente sanções dos Estados Unidos, impacto da pandemia de covid-19, limitações energéticas e económicas, e redução de voos internacionais.
Para enfrentar a escassez de combustível, o Governo cubano aplicou ainda medidas como o racionamento de combustível, incentivo ao teletrabalho e aulas semipresenciais.
O Presidente, Miguel Díaz-Canel, referiu que o plano anticrise se inspira nas estratégias do chamado "Período Especial" dos anos 1990, incluindo medidas de autosuficiência e racionamento extremo em caso de "opção zero" de fornecimento energético.
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