Covilhã ativa Plano Municipal de Emergência por precaução
- 28/01/2026
A decisão foi tomada pelo presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, em reunião restrita da Comissão de Proteção Civil, na sequência de ter sido acionado o Plano Distrital de Emergência.
O vento forte que se fez sentir durante a madrugada provocou no concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco, a queda de várias árvores, tendo as situações mais relevantes ocorrido na Estrada Nacional 18.3 e na Estrada Municipal 512, na zona da Panasqueira.
As ocorrências registadas provocaram apenas alguns condicionamentos de trânsito, mas ao final da manhã já todas as vias estavam transitáveis.
A neve também caiu com intensidade na Serra da Estrela, estando as estradas abertas apenas nos troços entre a Covilhã e as Penhas da Saúde e entre Seia e o Sabugueiro.
O Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) da Covilhã "colocou no terreno, desde a primeira hora, as suas equipas, bem como as dos Serviços Operacionais Municipais, numa resposta articulada com as juntas de freguesia, os Bombeiros Voluntários da Covilhã, a GNR e PSP".
No momento, o SMPC procede apenas à limpeza de detritos e recomenda à população que, dado as condições meteorológicas ainda instáveis, "mantenha medidas de autoproteção", como "evitar a permanência e circulação em zonas arborizadas, áreas expostas e locais com estruturas temporárias".
É igualmente importante, apela ainda, "garantir a fixação adequada de telhados, painéis, antenas, andaimes e outros elementos suscetíveis ao vento; remover ou prender objetos soltos em varandas, terraços e espaços exteriores; redobrar a atenção na condução, sobretudo em viadutos, estradas de montanha e zonas expostas, ajustando a velocidade às condições meteorológicas; e acompanhar as informações oficiais e seguir as indicações da Proteção Civil".
A passagem da depressão Kristin por território português deixou um rastro de destruição, causando pelo menos três mortos diretamente relacionados com os efeitos do mau tempo, dois em Leiria e um em Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, além de vários desalojados.
O autarca de Leiria apontou ainda a existência de mais dois mortos no concelho devido a paragens cardiorrespiratórias, estando ainda a ser apurado se têm alguma relação com a tempestade.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações, foram as principais consequências do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.
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