Cotrim obteve o melhor resultado de um candidato apoiado pela IL
- 19/01/2026
O também eurodeputado, que era um dos 11 candidatos na corrida a Belém, conseguiu 901.668 votos (15,99%), segundo os resultados provisórios, ficando atrás de António José Seguro e André Ventura, respetivamente, que vão agora disputar a segunda volta.
Apesar de falhar a meta traçada, que era a passagem à segunda volta, como assumiu desde o arranque da campanha eleitoral oficial, o antigo líder da IL ficou à frente de Gouveia e Melo e Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP.
Cotrim Figueiredo foi o segundo candidato apoiado pela IL, depois de o partido fundado em 2017 ter manifestado, pela primeira vez nas presidenciais de 2021, apoio a Tiago Mayan Gonçalves que obteve 134.484 votos (3,22%).
O candidato presidencial, que liderou a IL entre 2019 e final de 2022, foi o primeiro e único deputado a ser eleito na Assembleia da República em 2019 tendo, cerca de dois anos depois, levado o partido a tornar-se na quarta força política.
Nas eleições europeias de 2024, Cotrim Figueiredo foi eleito eurodeputado pela IL, juntamente com Ana Vasconcelos.
Esta noite, e depois de já o ter dito durante a campanha eleitoral e ter mesmo apostado um almoço com o adversário Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, Cotrim Figueiredo garantiu que não volta à liderança da IL.
Em sua opinião, a IL, atualmente presidida por Mariana Leitão, está "muito bem entregue".
Já sobre a segunda volta, que classificou de tragédia, o antigo presidente da Il garantiu que não vai manifestar apoio a nenhum dos candidatos porque Seguro é um "sono" e Ventura um "pesadelo".
Sobre se considera pior para o país o socialismo ou extremismo, Cotrim Figueiredo considerou que, neste momento, não tem interesse político em responder a essa pergunta.
Em sua opinião, a possibilidade do próximo Presidente da República ser do PS é culpa do presidente do PSD, Luís Montenegro, que não respondeu ao seu apelo público de recomendar o voto na sua candidatura.
"Tenho que o dizer, Luís Montenegro não esteve à altura do legado de Francisco Sá Carneiro", insistiu.
Ao longo de toda a campanha, Cotrim Figueiredo apelou a Montenegro, primeiro com uma carta e depois com um apelo público, para que recomendasse o voto em si porque Marques Mendes não tinha hipóteses de passar a uma segunda volta.
Apesar dos constantes desafios, Cotrim Figueiredo só obteve silêncio de Luís Montenegro.
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