Cotrim escreve a Montenegro a pedir apoio do PSD: "Venho apelar ao voto"
- 14/01/2026
João Cotrim de Figueiredo escreveu uma (nova) carta a Luís Montenegro, desta vez para apelar a que o PSD deixe de apoiar a candidatura presidencial de Marques Mendes e que passe a apoiar o liberal na corrida a Belém, avança o Observador. "Sem querer menorizar a candidatura apoiada pelo partido liderado por V. Exa., assim como pelo CDS-PP, venho hoje apelar ao voto do PSD na minha candidatura", pede.
Na missiva, citada na íntegra pelo mesmo meio, o liberal considerou que, "a quatro dias das eleições presidenciais", os "últimos dias mostram – e os estudos de opinião confirmam – que estamos agora numa corrida a três para a segunda volta do sufrágio". De recordar que a mensagem surge após ter sido conhecida uma sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público, que mostra Cotrim em terceiro lugar - e com uma percentagem que lhe dá a possibilidade de passar à 2.ª volta, tendo em conta a margem de erro.
Apelando "ao voto do PSD" e "sem querer menorizar a candidatura" de Luís Marques Mendes, João Cotrim de Figueiredo explicou as razões pelas quais surge o pedido ao presidente do partido: "Exorto-o a fazê-lo por estar certo de que, tal como eu, não deseja ver o candidato do Partido Socialista nem o candidato do Partido Chega no Palácio de Belém. A minha candidatura é, hoje, a única capaz de impedir esse cenário."
O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal também cita Luís Montenegro na carta que lhe enviou, destacando as palavras do também primeiro-ministro quando disse que "'não podemos cair na armadilha de dispersar votos e ficarmos amarrados a não termos escolhas boas na segunda volta'".
"Não poderia estar mais de acordo consigo. Está na hora de tomar a decisão consequente com as suas próprias palavras", assinalou Cotrim.
Apelo público a Luís Montenegro. Primeiro o país. pic.twitter.com/LdWf5Wwpn6
— João Cotrim Figueiredo (@jcf_liberal) January 14, 2026
O presidenciável lança ainda uma 'cartada' relacionada com as Autárquicas de outubro passado, nas quais apoiou Carlos Moedas, na corrida a Lisboa, e Pedro Duarte, ao Porto: "Não hesitei em apoiar as candidaturas".
E também citou Sá Carneiro: "Estou consciente de que grande parte dos eleitores e dirigentes do PSD já confiam em mim. Peço-lhe que se junte a eles. Sei que mudar o sentido de uma decisão destas exige coragem, mas, como nos ensinou Francisco Sá Carneiro, 'Primeiro o país, depois o partido e, por fim, a circunstância pessoal de cada um'".
A carta termina "como começou". "Se não quer o candidato do Chega ou o do PS como Presidente da República, apelo a que recomende o voto do PSD na minha candidatura", apelou Cotrim a Luís Montenegro.
O que dizia a primeira carta de Cotrim a Montenegro?
No passado dia 8 de janeiro, Cotrim de Figueiredo enviou uma carta ao primeiro-ministro comprometendo-se a ser um aliado do Governo e a dar-lhe "respaldo político" se decidir avançar com reformas na saúde, economia e segurança social.
"Quero informar-vos que dirigi uma carta ao senhor primeiro-ministro, carta essa que tornarei pública, em que me comprometo a ser um aliado do Governo e a fornecer o respetivo respaldo político se o Governo optar decididamente e corajosamente por introduzir mudanças substantivas, reformas se quiserem chamar-lhe assim, nomeadamente em três áreas", revelou o também eurodeputado durante o discurso num jantar de campanha em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.
[Notícia atualizada às 09h06]
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