Corte de energia interrompe circulação do metro de Kyiv e provoca apagões
- 31/01/2026
"A situação de emergência no sistema elétrico da Ucrânia é causada por problemas técnicos nas linhas de interconexão entre a nossa rede e a da Moldávia", afirmou o Presidente ucraniano nas suas redes sociais após uma reunião com a primeira-ministra, Yulia Sviridenko, e o ministro da Energia, Denis Shmihal, para tratar da situação.
"Todas as medidas de resposta necessárias foram implementadas no sistema energético da Ucrânia e os trabalhos de restauro continuam. A tarefa agora é estabilizar a situação o mais rapidamente possível", refere Zelenski.
Na sequência dos cortes de energia, o metro de Kyiv foi hoje temporariamente encerrado devido à escassez de eletricidade, anunciou a operadora do local, enquanto as infraestruturas energéticas ucranianas têm sido alvo de uma recente série de ataques russos.
"Devido a uma falha no fornecimento proveniente dos centros de abastecimento externos, o serviço de carruagens e o funcionamento das escadas rolantes foram suspensos no metro", anunciou o Metro de Kyiv numa mensagem publicada no Facebook.
A rede servirá de abrigo até ao restabelecimento da energia, declarou o prefeito de Kyiv, Vitali Klitschko, numa mensagem no Telegram.
O metro de Kyiv é uma artéria de transporte vital para a capital e raramente interrompe as suas operações, mesmo durante intensos bombardeamentos russos.
Cerca de 800.000 passageiros utilizam este metro diariamente, de acordo com dados publicados no ano passado. Os habitantes também utilizam as suas 52 estações como abrigos antibomba durante ataques russos.
A Rússia tem como alvo as infraestruturas energéticas ucranianas desde o início da sua invasão, que já dura quase quatro anos, mas Kyiv afirma que este é o inverno mais difícil até hoje, com os ataques a deixarem milhões de pessoas sem eletricidade e aquecimento, enfrentando temperaturas negativas.
O Kremlin anunciou na sexta-feira que o Presidente Vladimir Putin aceitou suspender os ataques contra Kyiv durante uma semana, até domingo, após um pedido do seu homólogo americano Donald Trump.
Na Moldávia, país com quem a Ucrânia está a ter problemas no fornecimento elétrico, por motivos que ainda estão a ser investigados, o Centro Nacional de Gestão de Crises (CNMC) confirmou que os apagões se estenderam à capital do país, Chisinau.
O CNMC atribui o ocorrido ao mau tempo, enquanto o ministério da Energia da Moldávia responsabiliza por problemas graves na rede elétrica da Ucrânia, com uma queda de tensão na linha de Isaccea-Vulcanesti-MGRES.
O ministro da Energia, Dorin Junghietu, acrescentou que o operador do sistema de transmissão elétrica, Moldelectrica, está a trabalhar para resolver a situação, noticia o diário moldavo Jurnal.
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