Corpo de brasileira morta na Amadora será trasladado para o Brasil
- 13/01/2026
O corpo de Lucinete Freitas, a babysitter brasileira que terá sido assassinada pela patroa há mais de um mês, vai ser trasladado para a sua terra natal no Brasil. As despesas da trasladação serão custeadas pelo governo do Ceará.
O processo de trasladação do corpo de Lucinete foi autorizado, na segunda-feira, dia 12 de janeiro, pelo governo do Ceará. A brasileira foi morta em Portugal e o seu corpo será agora trasladado para a sua cidade natal, Aracoiaba.
De acordo com O Globo, o secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, conversou com o marido de Lucinete, José Teodoro, para o informar de que o governo autorizou a abertura dos procedimentos para as contratações necessárias, a fim de garantir que o corpo da babysitter regresse ao ao Brasil e, desta forma, minimizar o sofrimento da família.
"Nós conversámos com o viúvo da vítima e oficializamos que estamos solucionado todas as questões legais para o translado do corpo", disse, acrescentando que o governador do Ceará "tem sido muito sensível" para que este caso possa ficar resolvido.
A trasladação do corpo está a ser articulado pela Casa Civil, pela Secretaria dos Direitos Humanos e pela Procuradoria-Geral do Estado.
Família de Lucinete sem possibilidades de pagar trasladação
José Teodoro, marido de Lucinete Freitas, afirmou, numa entrevista ao g1, havia dito que o pedido de trasladação já tinha sido feito ao Governo Federal, apontando que o caso da mulher encaixaria numa lei, aprovada em 2025, para mortes de brasileiros fora do país.
Na altura, o Governo Federal disse que essa lei ainda não estava a ser aplicada por falta de definição de orçamento.
"Eu não imaginava passar por isso do jeito que estou passando. Uma situação tão difícil. Uma situação desesperadora. Olhar para o meu filho e não saber o que dizer para ele. A gente passa as noites em claro. A gente não consegue dormir bem", referiu.
O que aconteceu a Lucinete?
Lucinete Freitas foi dada como desaparecida no dia 5 de dezembro de 2025. Na altura, o marido contou à imprensa brasileira que a mulher morava sozinha em Portugal desde abril de 2025 e trabalhava como ama na residência de um casal, também de nacionalidade brasileira, na Amadora.
Dias depois, a cidadã brasileira foi encontrada morta, segundo revelou a Polícia Judiciária , em comunicado na altura, dando conta de que a suspeita de assassinar Lucinete seria a patroa.
Posteriormente, José Teodoro Júnior, marido de Lucinete, adiantou que o casal para quem a brasileira trabalhava tinha um relacionamento conturbado e que a mulher presenciou várias discussões.
Referiu ainda que a babysitter posicionava-se sempre a favor do patrão quando era envolvida nas discussões. Teodoro, inclusive, acredita que terá sido esse o motivo do assassinato.
"Ela posicionava-se a favor do patrão nas brigas entre o casal. O patrão sempre foi uma pessoa com perfil social, minha esposa sempre defendeu muito ele, dizia que ele era um senhor muito íntegro, muito trabalhador. Ela relatava que a patroa já era um perfil totalmente diferente, uma mulher descompensada", contou.
Brasileira foi agredida com "bloco de cimento"
Numa nota no site, recorde-se, o Ministério Público (MP) explicou que "a arguida, sob pretexto de levar a vítima a casa, conduziu-a até a um local ermo, onde a agrediu violentamente na cabeça com um bloco de cimento, causando-lhe lesões que determinaram a sua morte".
Depois de confirmar que a vítima estava morta, a arguida "colocou entulho sobre o corpo daquela, de forma a encobrir o mesmo, e ausentou-se do local".
A arguida de 43 anos está "indiciada pela prática de um crime de homicídio qualificado, um crime de profanação de cadáver, um crime de detenção de arma proibida e um crime de falsidade informática".
















