Copernicus. Em Salvaterra inundou o equivalente a sete cidades de Lisboa
- 09/02/2026
A imagem do dia desta segunda-feira do Copernicus, o programa mostra a dimensão das inundações na zona de Salvaterra de Magos ontem devido à depressão Leonardo.
Na sua página online, o programa europeu de observação da Terra da União Europeia, estima que mais de 64 mil hectares tenham ficado submersos até dia 8 de fevereiro. Feitas as contas, são cerca de 640 quilómetros quadrados - o equivalente, em números redondos, a quase sete vezes a cidade de Lisboa.
É importante realçar, contudo, que estes dados geoespaciais são preliminares e que ainda não foi feito um balanço oficial por parte da Proteção Civil, pelo que o número final pode sofrer alterações.
Apesar disso, na imagem partilhada pelo Copernicus é claramente visível a extensão das inundações que se fizeram sentir nesta região - e que se repercutiram quase por todo o país. Na imagem pode ver o curso natural do rio Tejo, assinalado por uma linha cinzenta escura. À sua volta, numa cor azul clara, estão as áreas inundadas.
O programa de observação estima que, na sua maioria, estas inundações tenham tido menos de meio metro ou entre meio metro e um metro de altura. Em certas zonas, no entanto, poderá ter ultrapassado os quatro metros de altura.
"Tendo ocorrido pouco depois da tempestade Kristin, a Leonardo impactou solos já saturados e sistemas de água sobrecarregadas, intensificando ainda mais as inundações nas zonas afetadas", explicou o Copernicus.
Imagem do dia do Copernicus a 9 de fevereiro© Copernicus
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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