Contra "egos e ataques", Ana Jorge e Susana Peralta apoiam Seguro
- 14/01/2026
"É preciso que o tempo dos holofotes dos egos, dos complexos de superioridade terminem. É de verdade, de serenidade, de moderação e de pontes que precisamos", defendeu hoje a ex-ministra da Saúde Ana Jorge num jantar-comício da candidatura de António José Seguro na Lourinhã (distrito de Lisboa) que juntou mais de 300 pessoas.
De acordo com Ana Jorge, Seguro "não precisa de partir cadeiras para mostrar a sua convicção e determinação no que defende para o país enquanto Presidente da República".
Elogiando a capacidade de Seguro "enfrentar riscos, mesmo sabendo dos riscos envolvidos numa candidatura presidencial num contexto adverso, especialmente favorável à direita", para a antiga governante o candidato apoiado pelo PS "mostrou que apenas vence quem não teme perder".
"Muitos comentadores o têm apelidado de ser morninho, de não ser afirmativo, e eu bem conheço essas situações, porque eu também fui apelidada muitas vezes de falar baixinho", recordou, mas segundo Ana Jorge, Seguro "não deixa de ser afirmativo" ou de "apresentar as suas propostas".
Para a antiga governante, Seguro "tem mostrado coragem e decisão quando decidiu avançar com a sua candidatura sem esperar a aprovação de ninguém, revelando determinação e espírito de liderança".
"Avançou sem medo e sem compromissos de pagar favores que o limitem nas suas decisões, porque a verticalidade e honestidade têm pautado a sua vida", apontou.
Já para a economista Susana Peralta, que discursou no mesmo jantar-comício, dá "ideia de que só quem tem sucesso é quem vai para as redes sociais ou fazer o pino ou fazer ataques em toda a linha a pessoas vulneráveis, no fundo dá a ideia do que viraliza é que dá votos".
"Eu ficaria realmente muito satisfeita, e apesar de tudo com alguma esperança no futuro, se o nosso país conseguisse eleger uma pessoa que é sobretudo um homem decente, mas também uma pessoa progressista, humanista, e, espero eu, de esquerda", atirou.
A também professora universitária considerou "evidente que a esquerda tinha de se unir" à volta da candidatura de Seguro, pois "só há lugar para um" em Belém, pelo que considerou muito importante "não andar a dispersar votos".
"Temos de pensar muito bem em quem é que nós queremos apostar e pensar, obviamente, em termos da segunda volta. Para mim, não faz nenhum sentido votar na primeira volta sem pensar naquilo que vai acontecer umas semanas depois", defendeu.
A académica alertou ainda para o perigo de ter uma "revisão da constituição" após uma potencial segunda volta das presidenciais "entre um militante da IL e o presidente do Chega".
Para Susana Peralta, João Cotrim de Figueiredo só "é liberal, aparentemente, para aquilo que lhe convém", porque "disse que era importante rever o direito ao aborto para dar direitos ao pai", e André Ventura é "o representante de uma direita xenófoba, antidemocrática e antiliberal que despreza as mulheres, os imigrantes, as minorias".
Segundo a economista, uma segunda volta com os dois candidatos mais à direita iria "dar uma força enorme e legitimar, de um ponto de vista democrático", o ensejo que ambos "têm de rever a constituição", um cenário que considerou não ser reversível, sendo necessária "uma verdadeira defesa de regime".
"É absolutamente essencial que as pessoas do centro, do centro-esquerda, decentes, que defendem o nosso modelo de sociedade, a nossa Constituição, o conjunto vasto dos nossos direitos, liberdades e garantias também no âmbito social, se unam para eleger António José Seguro", resumiu.
Leia Também: Seguro "moralizadíssimo" e confiante apesar de sondagem mais desfavorável













