Conselho de Paz estreia-se com mais de 20 países, diz Casa Branca
- 18/02/2026
Donald Trump "vai dar início à reunião com um discurso e presidir formalmente ao início do encontro antes de partir para o estado da Geórgia", disse, em conferência de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
A porta-voz da presidência norte-americana indicou que em breve será divulgada a lista oficial dos participantes do evento, que vai realizar-se no Instituto da Paz de Washington, recentemente rebatizado com o nome do chefe de Estado republicano.
"Sei que são mais de 20 países. Sei que há muito interesse", adiantou sobre o Conselho de Paz, que deverá abordar a situação na Faixa de Gaza.
Presidido de forma vitalícia por Trump, o organismo foi inicialmente apresentado como uma das peças-chave para supervisionar o plano de paz para a Faixa de Gaza, mas o tratado fundador da estrutura acabou por revelar um mandato muito mais vasto, ao propor-se a resolver conflitos armados em todo o mundo e ambicionando tornar-se uma organização alternativa às Nações Unidas.
Trump lançou o Conselho de Paz no Fórum Económico Mundial de Davos, em janeiro, e cerca de 20 países, todos aliados de Washington, assinaram a carta fundadora.
Para ter um lugar permanente na organização o preço a pagar é de mil milhões de dólares (cerca de 854 mil milhões de euros), o que tem suscitado críticas de que a organização poderá tornar-se uma versão paga do Conselho de Segurança da ONU.
Dias antes da reunião inaugural em Washington, Trump divulgou que os Estados-membros vão destinar cinco mil milhões de dólares (cerca de 4,2 mil milhões de euros) para a reconstrução da Faixa de Gaza.
Entre os países representados em Washington constam Israel, Argentina, Arábia Saudita e Egito.
Apenas um país da União Europeia -- Hungria -- é membro oficial do Conselho.
Portugal, também convidado a aderir, reconhece que o organismo "é perfeitamente enquadrável" sob uma condição: cingir-se ao conflito israelo-palestiniano.
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