Conselheiro do Irão recorda "capacidade" militar do país para retaliar

  • 14/01/2026

Ali Shamkhani escreveu na rede social X que o Presidente norte-americano, Donald Trump, deveria lembrar-se dos bombardeamentos contra a Base Aérea de al-Udeid, que disse comprovarem "a vontade e a capacidade do Irão de retaliar contra qualquer ataque".

 

Na terça-feira, o líder norte-americano instou o governo iraniano a "mostrar humanidade" perante a vaga de protestos que abala a República Islâmica desde 28 de dezembro, referindo que em breve receberá um relatório com o objetivo de tomar uma decisão sobre uma eventual intervenção militar, como tem ameaçado.

Anteriormente, no seguimento da divulgação de vários balanços com elevados números de mortos nos protestos antigovernamentais, Donald Trump escreveu na sua rede social Truth Social: "Patriotas iranianos, continuem a protestar - tomem o controlo das vossas instituições".

Ao mesmo tempo, disse ter cancelado os seus contactos com as autoridades iranianas "até que o assassínio sem sentido de manifestantes pare" e referindo, sem precisar, que "a ajuda está a caminho".

Em reação, o ministro da Defesa iraniano, Aziz Nafizardeh, avisou hoje que o seu país atacará as bases norte-americanas na região caso os Estados Unidos lancem uma ofensiva.

Segundo a agência de notícias iraniana Mehr, Aziz Nafizardeh afirmou que "todas as bases americanas e as bases militares de outros países da região que auxiliem os Estados Unidos em ataques contra o território iraniano serão consideradas alvos legítimos".

A resposta iraniana "será dolorosa para os inimigos", declarou ainda.

Alguns funcionários da base norte-americana de al-Udeid receberam instruções para sair, disseram hoje fontes diplomáticas à agência France-Presse (AFP).

As autoridades qataris já confirmaram estas medidas, indicando que "estão a ser tomadas em resposta às atuais tensões regionais".

Localizada a 190 quilómetros a sul do Irão, al-Udeid, a maior base militar dos Estados unidos no Médio Oriente, foi atacada em junho de 2025 pelo Irão, que respondia aos bombardeamentos norte-americanos contra instalações nucleares iranianas.

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel, a que se juntaram entretanto relatos de condenações à morte de manifestantes detidos.

Vários balanços dão conta de centenas de manifestantes mortos pelas forças de segurança iranianas, embora outros coloquem a dimensão da repressão na escala de milhares de vítimas.

A organização não-governamental Human Rights Iran (HRINGO), com sede na Noruega, contabilizava na terça-feira 734 mortes verificadas nos protestos antigovernamentais e a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA), sediada nos Estados Unidos, indicou hoje pelo menos 2.571.

A Iran International, uma emissora multilingue por satélite com sede em Londres, apontou por seu lado 12 mil mortos na terça-feira, "com base nos dados disponíveis e na verificação de informações obtidas de fontes fidedignas, incluindo o Conselho Supremo de Segurança Nacional e o gabinete presidencial".

Todas as organizações iranianas e internacionais destacam porém a dificuldade de alcançar a dimensão real da repressão dos protestos, face à ausência de números oficiais e ao bloqueio total da Internet no país desde a noite de quinta-feira.

A televisão estatal iraniana reconheceu pela primeira vez na terça-feira um elevado número de mortes, afirmando que foram registados "muitos mártires".

Um apresentador leu uma declaração que dizia que "grupos armados e terroristas" levaram o país "a entregar muitos mártires a Deus", embora sem detalhar qualquer número.

Leia Também: Dois detidos por arrancar bandeira iraniana da embaixada em Berlim

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2919383/irao-se-eua-atacarem-todas-as-bases-serao-consideradas-alvos-legitimos#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 10

top1
1. Casamento Gay

Quim Barreiros

top2
2. Claudia VS Rosinha

Claudia Martins Minhotos Marotos

top3
3. Que O Amor Te Salve Nesta Noite Escura

Pedro Abrunhosa com Sara Correia

top4
4. Porque queramos vernos feat. Matias Damasio

Vanesa Martín

top5
5. Dona Maria

Thiago Brava Ft. Jorge

top6
6. Deus de Promessas

Davi Sacer

top7
7. Caminho no Deserto

Soraya Moraes

top8
8.

Midian Lima

top9
9. Lugar Secreto

Gabriela Rocha

top10
10. A Vitória Chegou

Aurelina Dourado


Anunciantes