Congresso questiona legalidade de ataques dos EUA no mar das Caraíbas
- 30/11/2025
A preocupação, descrita pelo jornal The New York Times, surge depois de o diário The Washington Post ter noticiado na sexta-feira que o secretário da Defesa, Pete Hegseth, terá dado ordem para matar todos os que estivessem a bordo de embarcações suspeitas de tráfico de droga nas Caraíbas, depois de a 02 de setembro militares norte-americanos terem destruído lanchas em águas perto da Venezuela.
"Obviamente, se isso aconteceu seria muito grave e concordo que seria um ato ilegal", disse o republicano Mike Turner, congressista pelo Ohio, em declarações à televisão CBS.
À mesma estação de televisão, o senador democrata Tim Kaine, do estado da Virginia, disse que se a informação for verdadeira, aquele ataque "atingira o nível de crime de guerra".
Na CNN, quando questionado se acreditava que um segundo ataque para matar sobreviventes constituía um crime de guerra, o senador democrata Mark Kelly, do Arizona, respondeu: "Parece que sim".
Mark Kelly e outros cinco congressistas democratas publicaram recentemente um vídeo no qual lembram que os militares têm a obrigação de desobedecer a qualquer ordem superior que seja ilegal, o que terá enfurecido o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu a agência noticiosa espanhola Europa Press.
Os Estados Unidos (EUA) mantêm, desde o verão, um destacamento naval e aéreo no mar das Caraíbas, em águas próximas da Venezuela, que defendem como parte da sua estratégia de combate ao narcotráfico, mas que Caracas considera uma "ameaça" destinada a provocar uma mudança de governo.
Desde 01 de setembro, as forças norte-americanas mataram mais de 80 pessoas ao destruírem mais de 20 embarcações alegadamente ligadas ao narcotráfico, maioritariamente da Venezuela, no mar das Caraíbas e no Pacífico.
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