"Comportamento exemplar" em Moçambique minimizou efeitos do ciclone
- 15/02/2026
"A destacar na gestão deste desastre, sobretudo antes da sua ocorrência, o comportamento exemplar das nossas populações. Quero mais uma vez agradecer ao povo moçambicano que se retirou das zonas de risco e também reforçou as suas infraestruturas para não estarem vulneráveis aos ventos fortes deste ciclone", disse Chapo em declarações à imprensa em Adis Abeba, onde participou na cimeira da União Africana (UA).
Isto permitiu minimizar os danos que este ciclone causaria, sublinhou o Presidente moçambicano.
Sobre a sua participação na cimeira da UA, Daniel Chapo referiu a reunião do Comité do Chefe de Estado e do Governo sobre Mudanças Climáticas, um encontro que permitiu dar a conhecer as ações que Moçambique está a desenvolver no domÃnio das alterações climáticas e deixar o alerta da necessidade de reforçar o financiamento para que as regionais mais afetadas, onde este paÃs lusófono se destaca, possam fazer a adaptação necessária.Â
O Presidente de Moçambique referiu também trabalhos sobre outras questões de "relevância estratégica para o continente, e para Moçambique em particular, como a situação da paz e segurança no continente".
"Temos desafios de terrorismo na zona norte da provÃncia de Cabo Delgado", e neste caso "o nosso foco incidiu sobre as ações que temos vindo a empreender, para assegurar a paz e a estabilidade", essenciais para o desenvolvimento a nÃvel nacional, disse o Presidente.
Daniel Chapo aproveitou esta cimeira para encontros bilaterais, incluindo com Félix Chisekedi, presidente da República Democrática do Congo (RDCongo), a quem reafirmou a defesa do diálogo entre as partes para conseguir por fim ao conflito e transmitiu a experiência de Moçambique "do diálogo nacional inclusivo".
"Moçambique defende o diálogo entre as partes para se alcançar a paz e transmitimos a nossa experiência sobre o diálogo nacional inclusivo que está a decorrer, que envolve todos os estratos sociais, todos os partidos polÃticos, não só com assento parlamentar, ao nÃvel das Assembleias Provinciais e Assembleias Municipais (...) Não há nem um moçambicano sequer excluÃdo neste processo de diálogo nacional", afirmou.
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