Comissão Nacional de Emergência e Proteção e Civil reúne-se no domingo
- 30/01/2026
Aos jornalistas, Maria Lúcia Amaral explicou que a reunião vai acontecer às 17:30 na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
"Precisamente para nos prepararmos para a situação que vamos viver depois de domingo à noite quando a severidade meteorológica voltar a fustigar-nos", acrescentou.
A Comissão Nacional de Emergência e Proteção e Civil é um órgão interministerial responsável pela coordenação política de proteção civil em Portugal, que reúne extraordinariamente e que vai reunir pela primeira vez desde que a depressão Kristin atingiu Portugal continental.
Diariamente, tem estado reunido na sede da ANEPC o Centro de Coordenação Operacional Nacional, que é presidido pelo presidente desta autoridade.
Esta foi a primeira vez que a ministra da Administração Interna falou desde a passagem da depressão Kristin em Portugal e, à margem de uma conferência de imprensa da ANEPC, Maria Lúcia Amaral explicou que "há muito muito trabalho que se faz em contexto de invisibilidade, no gabinete".
"Temos trabalho de informação, de reflexão, de planeamento, e sobretudo de coordenação", acrescentou.
Em relação à coordenação das operações por parte do Governo, Maria Lúcia Amaral explicou que "o Executivo é um órgão colegial chefiado pelo primeiro-ministro" e que, por isso, funciona "com um primeiro-ministro, que chefia o colégio, de acordo com um quadro e com uma estratégia que foi definida em Conselho de Ministros".
A responsável pela pasta da Administração Interna sublinhou ainda que é necessária preparação para uma semana difícil: "Tudo leva a crer que a partir da noite de domingo tenhamos um quadro meteorológico muito severo. Não a repetição do que aconteceu, porque o que aconteceu foi um fenómeno muito raro, mas sabemos que vamos ter condições
A ministra que tutela a Proteção Civil avisou ainda que "a provação ainda não terminou".
"Vivemos esta semana uma provação terrível provocada por um fenómeno climatérico e meteorológico extremo (...). Infelizmente, a provação por que passámos não terminou", afirmou Maria Lúcia Amaral.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
[Notícia atualizada às 19h21]
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