Começa em junho em Nova Iorque julgamento de Luigi Mangione
- 06/02/2026
Este julgamento, num tribunal do estado de Nova Iorque, em Manhattan, será seguido de um julgamento federal a partir de setembro por acusações de perseguição.
"É o mesmo julgamento duas vezes. Um mais um é dois. Dupla penalização, segundo qualquer definição de senso comum", disse Mangione, contestando a decisão de ser julgado por duas vezes em instâncias diferentes.
Em ambos os casos, o homem de 27 anos, que se declarou inocente, pode ser condenado a prisão perpétua.
Os advogados de Mangione também contestaram a data do julgamento marcada para o início de junho, comunicando ao juiz que nessa altura vão estar a preparar-se para o julgamento federal.
"Mangione está a ser colocado numa situação insustentável", afirmou a advogada de defesa Karen Friedman Agnifilo.
"Trata-se de um braço de ferro entre dois ministérios públicos diferentes", acrescentou.
No final do mês passado, uma juíza federal rejeitou as duas acusações na base do pedido de pena de morte para Luigi Mangione, o que significa que a pena máxima que o arguido poderá enfrentar será a prisão perpétua.
A decisão impede a tentativa da administração do chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, de ver Mangione executado pela morte do presidente da UnitedHealthcare Brian Thompson.
As autoridades norte-americanas que descreveram como um "homicídio premeditado e a sangue frio que chocou os Estados Unidos".
Thompson, de 50 anos, foi morto a tiro em 04 de dezembro de 2024, quando caminhava para um hotel em Manhattan para a conferência anual de investidores do grupo UnitedHealth.
Vídeos de vigilância mostraram um atirador mascarado a disparar contra Thompson pelas costas, de acordo com a agência de notícias Associated Press (AP).
Segundo a acusação, Mangione agiu por vingança contra o setor das seguradoras e deixou mensagens escritas na munição utilizada.
Foi detido cinco dias depois num restaurante na Pensilvânia.
Mangione declarou-se inocente, mas a acusação de homicídio em segundo grau pode resultar numa pena que varia entre 15 anos e prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 25 anos.
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