Colisão em Espanha. "Telemóveis junto aos corpos não paravam de tocar"
- 19/01/2026
A colisão entre dois comboios, este domingo, na Andaluzia, em Espanha, está a centrar todas as atenções do país nos trabalhos de resgate e salvamento.
Há até ao momento 39 vítimas mortais confirmadas e várias dezenas de feridos, depois de três composições de um comboio terem descarrilado e invadido outra via, num momento em passava outro comboio, em sentido contrário.
Os familiares anseiam por notícias, tendo lançado já vários pedidos de ajuda através das redes sociais. E segundo reportam agora os bombeiros, os telemóveis que se encontravam junto às vítimas, não paravam de tocar, o que demonstra o sinal de desespero dos familiares.
"Quando chegámos estava um grande caos", referiu fonte dos Bombeiros de Córdoba, citado pelo ABC, acrescentando que havia "corpos espalhados, pessoas desorientadas aos gritos e muita confusão".
"Os telefones não paravam de tocar junto aos corpos dos falecidos", relata.
Os bombeiros esforçam-se para libertar as pessoas presas entre os destroços de ferro. Segundo os meios espanhóis, foram estabelecidos vários pontos de trabalho, ao longo de cerca de um quilómetro.
As famílias dos passageiros que seguiam nos comboios recorreram às redes sociais para pedirem ajuda a encontrar os seus entes queridos. Nas redes sociais, surgem várias fotografias de pessoas que viajavam nos comboios Alvia e Iryo, dando conta de detalhes que poderão ajudar as pessoas a identificá-los.
As vítimas mortais e os feridos
Para já, estão confirmadas 39 mortes e 75 pessoas ficaram feridas, sendo que 15 estão em estado grave.
Os meios espanhóis avançam ainda que, até ao momento, cerca de 48 pessoas continuam hospitalizadas, sendo que 11 adultos e duas crianças encontram-se na unidade de cuidados intensivos.
De acordo com o jornal espanhol El País, entre as vítimas mortais está o maquinista do comboio Alvia, de 27 anos. Já o chefe dos Bombeiros de Córdoba explicou que, durante o resgate, havia pessoas presas com cortes, contusões, fraturas expostas e que a destruição do comboio dificultou o acesso às vítimas.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou hoje que até ao momento não há conhecimento de vítimas portuguesas a registar no acidente ferroviário.
As causas do incidente são ainda desconhecidas. No entanto, há já uma comissão especializada a trabalhar para apurar o que aconteceu.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, revelou que, após falar com especialistas, o acidente "é tremendamente estranho", uma vez que ocorreu "numa reta da linha ferroviária", justificando que o comboio que descarrilou é "praticamente novo, com menos de quatro anos" e a linha férrea também havia sido "renovada".
Adiantou ainda que foram investidos 700 mil euros na renovação das ferrovias e que as melhorias no local onde ocorreu o acidente tinham sido terminadas em maio do ano passado.
De notar que a inspeção do comboio italiano Iryo, fabricado em 2022, tinha acontecido no dia 15 de janeiro.














