Coimbra preparou sete locais para instalar pessoas em caso de inundações
- 01/02/2026
Ana Abrunhosa disse à Lusa que já estão delimitadas sete áreas no concelho para onde as pessoas se deverão dirigir e que todos os agentes de proteção civil têm conhecimento dessa informação.
"No caso de ter de abandonar as suas casas, a população de cada zona tem um ponto para onde se deve dirigir, onde terá cama, alimentação e um espaço para os seus animais de companhia", adiantou.
As Caves de Coimbra serão o local de refúgio para quem resida em Antuzede, Vil de Matos, Trouxemil, Torre de Vilela, Eiras, São Paulo de Frades e Pedrulha, enquanto as escolas secundárias Dona Maria e Avelar Brotero acolhem quem more na União de Freguesia de Coimbra ou em Santo António dos Olivais.
Os residentes em Torres do Mondego ou Ceira têm como ponto de concentração a Casa do Povo de Ceira, e os habitantes de Conraria, Santa Clara e Castelo Viegas o Pavilhão Desportivo de Santa Clara.
A Escola Básica 2.3 Inês de Castro recebe os residentes em São Martinho do Bispo e a Escola Básica 2.3 de Taveiro as populações de Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila.
Os moradores de São Martinho de Árvore, Lamarosa, São Silvestre e São João do Campo devem dirigir-se para a Escola Básica 2.3 de São Silvestre.
A autarca salientou que está a ser efetuada uma monitorização permanente e as populações apenas serão retiradas das localidades "na iminência de rebentamento de uma parte da estrutura hidráulica do Mondego".
A presidente da Câmara de Coimbra negou ainda qualquer problema estrutural no sistema hidráulico do Mondego.
"Não rebentou nenhum dique e os espigões estão a debitar água, o que é normal, faz parte da estrutura hidráulica quando o caudal do canal atinge um determinado nível", sustentou.
Ao final da tarde de hoje, o município de Coimbra encerrou ao trânsito o tabuleiro inferior da Ponte Açude por motivos de segurança, devido ao aumento do caudal do rio Mondego.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.
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