Cientistas russos descobrem cirurgia maxilofacial realizada há 2500 anos
- 17/02/2026
"Cientistas da NGU encontraram vestígios de uma operação cirúrgica durante uma tomografia computorizada do crânio de uma mulher da cultura Pazyryk", sublinhou a universidade em comunicado.
Os Pazyryk eram um antigo povo nómada de origem cita que viveu durante a Idade do Bronze nas montanhas Altai, na Rússia, perto das atuais fronteiras da China, Cazaquistão e Mongólia.
"A mulher tinha sofrido um grave traumatismo craniano e foi submetida a uma operação vital para restaurar a função da mandíbula. Tais operações não foram descritas na literatura científica", observaram os cientistas.
Graças a esta complexa operação, acrescentaram, a paciente recuperou a capacidade de falar e de comer.
"A tomografia computorizada foi uma ferramenta fundamental para o estudo do crânio da mulher. Graças a esta tecnologia, conseguimos ultrapassar o principal obstáculo: os tecidos moles mumificados que obscureciam a estrutura óssea", realçou Vladimir Kanigin, chefe do laboratório de medicina física da NGU.
Segundo o cientista, "a tomografia computorizada permitiu 'remover' virtualmente um modelo digital e, de seguida, um modelo físico 3D do crânio, possibilitando o seu estudo antropológico detalhado".
O estudo não só revelou as consequências da lesão grave, que incluiu uma deformação de 6 a 8 milímetros do osso parietal direito, "mas também detalhes minuciosos, invisíveis num exame padrão".
De acordo com os investigadores, os antigos curandeiros reposicionaram a mandíbula inferior e criaram dois canais ósseos artificiais com recurso a brocas.
Os reforços ósseos em redor destes canais comprovam que a operação foi realizada enquanto a paciente estava viva e que viveu o suficiente para recuperar.
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