China promete manter apoio a Cuba "dentro das suas capacidades"
- 27/01/2026
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, expressou hoje a "profunda preocupação" de Pequim e a sua "firme oposição" às medidas de Washington, às quais instou a pôr fim "imediatamente", considerando que "violam o direito internacional" e "minam a paz e a estabilidade regional".
"Pedimos à parte norte-americana que deixe de privar o povo cubano do seu direito à sobrevivência e ao desenvolvimento, que ponha fim ao bloqueio e às sanções contra Cuba", afirmou Guo, em conferência de imprensa.
O porta-voz acrescentou que a China "continuará a prestar apoio e assistência a Cuba dentro das suas capacidades" e mostrou-se convencido de que a população da ilha "superará as suas dificuldades temporárias".
As declarações foram feitas depois de o Governo cubano ter denunciado um endurecimento do embargo norte-americano, especialmente no setor energético, e num momento em que órgãos de comunicação como o 'Político' informaram que a administração do Presidente Donald Trump estaria a estudar bloquear a chegada de petróleo à ilha.
A Rússia, um dos principais aliados tanto de Havana como de Pequim, considerou na segunda-feira "alarmante" um eventual encerramento total do fornecimento de energia ao país caribenho.
No passado dia 20 de janeiro, a China aprovou uma ajuda de emergência que inclui 80 milhões de dólares (mais de 67 milhões de euros) em assistência financeira e uma doação de 60.000 toneladas de arroz, segundo informou a Presidência cubana.
Cuba atravessa uma grave crise económica e energética, marcada pela escassez de produtos básicos, falta de combustível e frequentes apagões, um contexto que as autoridades cubanas atribuem em grande parte ao endurecimento das sanções norte-americanas, além de fatores internos e do impacto acumulado da pandemia.
A ilha está há vários anos mergulhada numa das suas piores crises devido, entre outros fatores, à ineficiência do seu sistema económico centralizado, que se traduz na escassez de combustível, alimentos, medicamentos e outros produtos básicos.
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