China atribui caso Nexperia a "interferência indevida" dos Países Baixos
- 12/02/2026
Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Lin Jian afirmou que a parte neerlandesa deveria "criar condições favoráveis" para que a empresa resolva as suas disputas internas "o mais rapidamente possível" e contribua para "a estabilidade e o funcionamento regular da cadeia global de fornecimento de semicondutores".
Lin acrescentou que a China "continuará a apoiar as empresas chinesas na defesa dos seus direitos e interesses legítimos".
A reação de Pequim surge na sequência da decisão da Secção de Comércio do Tribunal de Recurso de Amesterdão, que na quarta-feira ordenou a abertura de uma investigação à política e gestão interna da Nexperia.
O tribunal considerou existirem "motivos fundados" para questionar a administração da empresa, mantendo assim as medidas cautelares decretadas em outubro de 2025, incluindo a suspensão temporária do presidente executivo, Zhang Xuezheng.
A decisão inclui ainda a manutenção de um administrador independente à frente da Nexperia durante o processo e a transferência temporária dos direitos de voto do acionista maioritário, o grupo chinês Wingtech, para um gestor nomeado pela própria Secção de Comércio.
O caso insere-se num contexto de crescentes tensões entre Pequim e Haia em matérias tecnológicas e de segurança económica, após o Governo dos Países Baixos ter intervencionado na empresa durante o verão de 2025, alegando dúvidas quanto à sua gestão -- um episódio que gerou fricções diplomáticas e perturbações no fornecimento internacional de semicondutores.
Leia Também: Empresa chinesa de chips Montage estreia-se na bolsa com subida de 57%














