Cheias no Tejo afetam 154 vias no distrito de Santarém
- 12/02/2026
Em comunicado, o Comando Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) explicou, que desde o último balanço, se registou um novo aumento dos caudais, originando inundações urbanas, transbordos de ribeiras e múltiplos movimentos de massa, além de um total de 154 vias rodoviárias afetadas por submersão, abatimentos, deslizamentos ou colapsos estruturais.
Entre os municípios mais atingidos encontram-se Salvaterra de Magos, Cartaxo, Santarém, Golegã, Chamusca, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Almeirim, Abrantes, Constância, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha, Sardoal, Ourém, Mação e Alcanena, com diversas localidades total ou parcialmente isoladas.
Em Salvaterra de Magos, foram cortadas vias como a Ponte Rainha D. Amélia e vários acessos entre Salvaterra, Muge, Marinhais e Foros de Salvaterra, incluindo estradas rurais e troços junto ao Escaroupim.
No Cartaxo, estão submersos troços da EN114-2 e da EN3-2, mantendo isoladas as populações do Setil, Valada, Porto de Muge, Palhota e Reguengo da Valada.
O município de Santarém apresenta dezenas de ocorrências, com várias estradas nacionais e municipais submersas, movimentos de massa na EN114, abatimentos em vias rurais e dificuldades de circulação em localidades como Azoia de Baixo, Moçarria e Alfange. A povoação de Caneiras encontra-se evacuada e Reguengo do Alviela permanece isolado.
Na Golegã, além da submersão de diversas estradas municipais, a ponte da EM572, entre São Caetano e a Quinta da Cardiga, está em risco de colapso, afetando também a circulação para Vila Nova da Barquinha. As zonas ribeirinhas da Azinhaga e do Pombalinho encontram-se inundadas.
A Chamusca regista múltiplas interdições devido a quedas de pontes, colapsos de taludes e submersão de estradas, incluindo troços da EN243 e várias ligações internas das freguesias de Ulme, Parreira, Vale de Cavalos e Chouto.
Em Alpiarça, há registo de galgamentos da vala em vários pontos, isolamento de quintas agrícolas e múltiplas estradas rurais submersas, incluindo acessos à zona do Patacão e aos Frades de Cima, além da EN368 no troço para a Tapada.
Já na Azambuja, continuam isoladas populações como Carvalhos e Maçussa, estando submersas vias como a EN3-2 e a estrada entre Azambuja e Virtudes.
Em Benavente, há vários cortes na EN118 e inundações no Parque Ribeirinho.
Em Almeirim, diversos troços entre a cidade, a Tapada e Fazendas estão intransitáveis, incluindo partes da EN114, EN368 e estradas da zona industrial.
Também Abrantes, Constância, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha, Sardoal, Ourém, Mação e Alcanena registam cortes significativos, com cais submersos, parques ribeirinhos inundados e acessos rurais intransitáveis.
A ANEPC alerta para a possibilidade de novas inundações urbanas, cheias rápidas, movimentos de massa e formação de lençóis de água, além da manutenção dos caudais elevados libertados pelas barragens da bacia do Tejo.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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