Cheias em Moçambique. Portugal envia 300 mil euros para apoio humanitário
- 21/01/2026
"Em face das fortes chuvas em Moçambique, Portugal ativou, via Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., o Instrumento de Resposta Rápida, no valor de 300.000 euros, para apoio humanitário nas províncias mais afetadas e ajuda às populações atingidas pela catástrofe. Estamos com Moçambique", declarou terça-feira o ministério, numa publicação da rede social X.
Hoje, o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) estimou que, desde as primeiras semanas de janeiro, mais de metade das 513.000 pessoas afetadas pelas chuvas e inundações em Moçambique são crianças.
"Mais de 513 mil pessoas foram afetadas, mais de metade das quais crianças. Mais de 50 mil pessoas foram forçadas a fugir das suas casas e estão agora abrigadas em 62 centros temporários, muitos deles sobrelotados", disse em conferência de Imprensa, na Suíça, o responsável de Comunicação daquela agência da ONU em Moçambique, Guy Taylor.
Segundo o responsável, as cheias não estão apenas a destruir infraestruturas públicas e privadas, estão também a transformar a água imprópria para consumo, abrindo espaço para surtos de doenças e a subnutrição, "numa ameaça mortal para as crianças".
O total de mortos na época das chuvas em Moçambique, com números de 01 de outubro até 19 de janeiro e abrangendo já o atual período de cheias, subiu para 114, com seis pessoas desaparecidas, 99 feridas e quase 680 mil afetadas, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com os dados do INGD, foram afetadas até ao momento 677.831 pessoas, com 11.367 casas parcialmente destruídas e 4.910 totalmente destruídas.
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