Chefe do exército israelita reafirma "determinação absoluta" de desarmar Hamas
- 31/12/2025
Jerusalém, Israel, 31 dez 2025 - O chefe das forças armadas israelitas, Eyal Zamir, reafirmou hoje a "determinação absoluta" de desarmar o grupo islamita palestiniano Hamas, que considera o principal obstáculo à segunda fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza.
"O ano de 2026 será um momento decisivo para garantir a segurança do Estado de Israel. A nossa determinação em desarmar o Hamas é absoluta", declarou em comunicado.
O comandante dos militares israelitas avisou que as suas forças não permitirão que "a organização terrorista Hamas reconstrua as suas capacidades" e volte a ameaçar Israel.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmou esta semana, durante um encontro com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o desarmamento do Hamas como uma parte importante das próximas etapas do seu plano de paz para o enclave palestiniano.
O líder da Casa Branca ameaçou que o grupo islamita pagará "um preço elevado" se não se desarmar "num prazo relativamente curto".
As Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço militar do Hamas, declararam porém na segunda-feira que não tencionam entregar as armas "enquanto persistir a ocupação israelita" e reafirmaram o "direito inerente" de responder a alegadas violações do cessar-fogo em vigor no território desde 10 de outubro.
A transição para a segunda fase da trégua prevê o desarmamento dos combatentes islamitas, a retirada gradual do exército israelita da Faixa de Gaza, o estabelecimento de uma autoridade de transição e o destacamento de uma força internacional de estabilização no enclave palestiniano.
Promovido pelos Estados Unidos, com apoio da comunidade internacional, o cessar-fogo contemplou na sua primeira fase a troca de reféns e prisioneiros, a retirada parcial das forças israelitas da Faixa de Gaza e o acesso de ajuda humanitária ao território.
No entanto, a transição para a segunda fase nas negociações está paralisada, com Israel e o Hamas a acusarem-se mutuamente de sucessivas violações do entendimento.
Israel alega também que aguarda a devolução do corpo do último dos reféns mantidos na Faixa de Gaza antes de voltar ao diálogo com os mediadores internacionais.
A guerra foi desencadeada pelos ataques liderado pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que provocou mais de 70 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.
HB // MCL
Noticias Ao Minuto/Lusa













