Cerca de 1.100 pessoas deslocadas sobretudo na Lezíria do Tejo e no Algarve
- 06/02/2026
"Até ao momento, nas evacuações todas que têm sido feitas um pouco por todo o país, temos a registar 1.108 pessoas deslocadas das suas habitações", indicou o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, num ponto de situação pelas 19:00.
Em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, Mário Silvestre disse que na Lezíria do Tejo foram retiradas pessoas das localidades de Caneiras, Porto da Palha e Reguengo do Alviela, onde "está neste momento a decorrer a evacuação completa da aldeia".
No Algarve foram retiradas 11 pessoas em Enxerim, no concelho de Silves, e "foi evacuado o parque de autocaravanas de Vila Real de Santo António como medida preventiva", informou.
Quanto a localidades isoladas, a Proteção Civil regista na Lezíria do Tejo o Cartaxo, Valada, Porto da Palha e Caneiro e na região de Coimbra a freguesia de Ereira (Montemor-o-Velho), assinalando ainda no Algarve uma família isolada em Vila do Bispo.
Na resposta ao mau tempo, a ANEPC contabiliza 7.942 ocorrências desde as 16:00 de domingo (01 de fevereiro) e até às 19:00 de hoje, que envolveram o empenhamento de 27.971 operacionais, apoiados por 11.092 meios terrestres, adiantou Mário Silvestre.
Além disso, durante todo o dia de hoje houve cinco meios aéreos, três da ANEPC e dois da Força Aérea, a percorrer as "zonas potencialmente mais afetadas" pelo mau tempo em Portugal continental, no sentido de anteciparem "possíveis problemas por galgamento" das margens dos rios, dando indicações às forças no terreno, aos serviços municipais de proteção civil, "para antecipadamente conseguirem fazer as evacuações que estão em curso um pouco por todo o lado".
Questionado sobre se se prevê um aumento de operacionais no terreno, o comandante nacional da Proteção Civil disse que "os meios físicos e humanos estão a ser reposicionados de acordo com a evolução da situação meteorológica", referindo que, neste momento, não há necessidade de mais meios.
Quanto à mobilização de helicópteros no sábado, Mário Silvestre explicou que dependerá das condições meteorológicas, se permitem ou não fazer algum voo.
Em relação ao fornecimento de energia elétrica em Portugal continental, segundo das da E-redes, a Proteção Civil indicou que "existem 93.000 clientes por alimentar em todo o país", em que 74.000 clientes são na zona afetada pela depressão Kristin, nomeadamente 49.000 em Leiria, 18.000 em Santarém, 5.000 em Castelo Branco e 2.000 em Coimbra.
No que diz respeito ao número de vítimas, o comandante nacional da ANEPC disse que oficialmente estão contabilizadas 11 mortes associadas às tempestades Kristin e Leonardo.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
[Notícia atualizada às 20h56]
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