CEO do Al Hilal reage a Cristiano Ronaldo: "Perguntem-lhe o que se passa"
- 04/02/2026
Esteve Calzada, diretor executivo do Al Hilal, concedeu, esta quarta-feira, uma extensa entrevista ao programa 'El Larguero', emitido pela rádio espanhola Cadena SER, na qual abordou diversos temas, começando, desde logo, pelo autêntico 'reboliço' criado por Cristiano Ronaldo, na Arábia Saudita.
O internacional português recusou, na passada segunda-feira, integrar a lista de jogadores convocados pelo compatriota Jorge Jesus para o triunfo conquistado sobre o Al-Riyadh, no Prince Faisal bin Fahd Stadium, por 0-1 (Sadio Mané marcou o golo que fez a diferença, aos 40 minutos, a passe de João Félix), por entender que o Al Nassr está a ser prejudicado pelo Fundo de Investimento Público (PIF), no que ao mercado diz respeito.
O madeirense entende, alegadamente, que o organismo que detém a maioria do capital social dos quatro principais clubes do país está a dar um tratamento preferencial ao Al Hilal, que, no mercado de transferências de inverno, recrutou Karim Benzema, Kader Meité, Simon Bouabré, Murad Al-Hawsawi, Rayan Al-Dossary, Sultan Mandah e Pablo Marí.
Ora, confrontado com este ponto de vista, o dirigente recordou que a equipa do jogador formado no Sporting também contratou estrelas como "João Félix ou Kingsley Coman", dando a entender que este não tem motivos de queixa ao nível do financiamento aos eternos rivais: "Há que perguntar-lhe o que é que se passa".
"O Al Hilal é o clube mais poderoso da Arábia Saudita. Temos três fontes de financiamento ao nível das contratações: o 'merchandising', o programa do governo para a aquisição de grandes jogadores e o príncipe [Al Waleed bin Talal], que apoia o clube na obtenção de bons recursos", começou por afirmar.
"Levámos a cabo uma aposta forte por muitos jogadores além do Karim [Benzema], em muito talento árabe. Temos a vontade de lutar por todos os títulos", acrescentou, abrindo a porta à chegada de outros craques de nível mundial, como é o caso de... Vinícius Júnior, que termina contrato com o Real Madrid já em junho do próximo ano de 2027.
"No nosso caso, não há um diálogo, mas, cada vez que fazem essa pergunta ao diretor executivo do campeonato saudita [Omar Mugharbel], ele diz que, se estiver disponível, vai tentar trazê-lo", rematou.
E agora, Cristiano Ronaldo?
Cristiano Ronaldo, recorde-se, chegou à Arábia Saudita no início de 2023, depois de ter rescindido contrato com o Manchester United, clube que representava pela segunda vez na carreira, mas com o qual acabou por entrar em 'rota de colisão', devido a decisões tomadas pelo então treinador, o neerlandês Erik ten Hag, e pela própria direção.
O internacional português assinou um contrato até junho de 2025, que, há cerca de meio ano, foi renovado, até 2027, permitindo-lhe reforçar o estatuto de jogador mais bem pago da história do futebol mundial, com um ordenado de mais de 200 milhões de euros líquidos por temporada. No entanto, esta 'greve' coloca em causa a continuidade no Al Nassr.
Neste momento, nada garante que o avançado de 41 anos de idade venha a ser chamado por Jorge Jesus para o tão aguardado Clássico com o Al-Ittihad Jeddah, de Sérgio Conceição, que está agendado para as 17h30 (hora de Portugal Continental) da próxima sexta-feira, no Al-Awwal Stadium, em Riade.
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