Centro de Montemor-o-Velho em risco de ficar isolado nas próximas horas
- 07/02/2026
Em declarações à Lusa, o presidente da câmara, José Veríssimo manifestou "grande preocupação pela subida das águas" na sede de concelho, potenciado pelo forte vento e chuva que se faz sentir durante a tarde e que já criou outros problemas no município, como telhados levantados e quedas de árvores.
"A situação está muito complicada e este vento veio complicar ainda mais", frisou José Veríssimo.
A água acumulada na vila de Montemor-o-Velho já submergiu a rua Fernão Mendes Pinto -- onde se situa o mercado municipal e o edifício da Segurança Social -- e que é a via de ligação, ao longo de um quilómetro, pelo centro da vila, entre o parque logístico camarário (junto à ponte de Alagoa) e o Museu Municipal (Convento dos Anjos).
Esta via é paralela, na zona antiga, às ruas Tenente Valadim e José Galvão, entre as quais se situa a Praça da República e o edifício dos Paços do Concelho.
Está ainda cortado o acesso a partir da povoação de Quinhendros - pela antiga estrada nacional murada, por onde, na década de 1970, se fazia a ligação à Figueira da Foz -- e mesmo a antiga estrada nacional (EN) 111, paralela a esta, na zona do Paul do Taipal, corre o risco de ficar alagada nas próximas horas.
O acesso alternativo à autoestrada 14 (A14) -- cortada desde terça-feira - e à Figueira da Foz, pelas povoações de Quinhendros, cruzamento de Gatões e cruzamento de Santana (EN 347), Santo Amaro da Boiça e Maiorca também está vedado desde a tarde de hoje, devido a alagamento na EN 347, indicou José Veríssimo.
A alternativa entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho passa, para já, pelo norte daqueles dois concelhos, seguindo por Ferreira-a-Nova, Liceia e Arazede e regresso a Montemor-o-Velho pela Carapinheira e EN 111, entre outras alternativas locais.
Entretanto, a ligação por meios pesados de Exército entre Montemor-o-Velho e a Ereira foi cancelada na tarde de hoje, dado os camiões já não conseguirem circular naquele trajeto (que terá água acima de 1,20 metros, a altura limite), sendo o transporte de pessoas feito, apenas, por botes dos Fuzileiros da Marinha, anunciou o município.
Esse transporte de e para a Ereira "passa a ser assegurado apenas com recurso a botes dos Fuzileiros, e apenas em situações de necessidade" a partir das 21h00 de hoje, até às 00h00 de domingo e retoma às 07h00.
O transporte com recurso a dois botes dos fuzileiros, com capacidade para 6 pessoas por bote, será efetuado em quatro períodos: entre as 07h00 e as 10h00, entre as 12h00 e as 14h00, das 16h00 às 19h00 e das 21h00 às 24h00.
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