Central sindical da Argentina apela à greve geral contra refoma laboral
- 17/02/2026
O projeto de lei contestado, denominado de "modernização do trabalho", - que representa a precariedade no emprego segundo os sindicatos - do líder ultraliberal, deverá ser debatido na Câmara dos Deputados esta semana, ou na próxima.
Esta reforma visa tornar o mercado de trabalho mais flexível: facilita os despedimentos, reduz os tetos das indemnizações, limita o direito de greve ao alargar os serviços "essenciais", autoriza o fracionamento das férias, entre outras mudanças consideradas "regressivas" pela CGT, a principal central sindical, que realizou hoje uma reunião de emergência.
A CGT especificou que a greve geral, a quarta desde o início do mandato de Milei em dezembro de 2023, ocorrerá sem mobilização nas ruas.
Esta greve "atestará o descontentamento, não apenas em relação a este projeto de lei, mas também à orientação política e económica atual do governo argentino", declarou no domingo, à Radio 10, o copresidente da CGT Cristian Jerónimo.
A convocação para a greve será oficialmente lançada na quarta-feira durante uma conferência de imprensa.
A política de austeridade orçamental e de desregulamentação de Javier Milei já provocou a perda de quase 300.000 empregos, entre os setores privado e público, no setor formal, segundo o secretário do Trabalho.
O presidente quer ir mais longe na sua política de desregulamentação com a reforma laboral, aproveitando o reforço do seu campo no Parlamento após as eleições legislativas de meio de mandato, em outubro.
O governo sustenta que as mudanças desejadas, combinadas com uma redução das contribuições sociais para o empregador, vão incentivar a regularização de grande parte dos mais de 40% de empregos informais, um peso para a economia argentina, que mostra sinais duradouros de estagnação, mesmo que a inflação tenha sido contida.
Leia Também: Câmara baixa do parlamento da Argentina aprova acordo UE/Mercosul













