Central nuclear de Chernobyl ligada à rede elétrica após ataques russos
- 20/01/2026
"Todas as instalações da central nuclear de Chernobyl (...) são alimentadas pelo Sistema Energético Unificado da Ucrânia", indicou Sergyi Tarakanov num comunicado, precisando que a situação atual não representava "nenhuma ameaça para o ambiente ou para a população".
O anúncio surgiu depois da AIEA ter anunciado que a central nuclear tinha perdido toda a energia elétrica externa pela manhã na sequência de ataques russos.
No final do ano passado, Tarakanov tinha alertado que um ataque russo podia causar o desmoronamento do abrigo antirradiação interno da central nuclear.
Tarakanov acrescentou que a reparação completa da parte externa danificada da central levaria de três a quatro anos.
"Ninguém pode garantir que o abrigo se manterá de pé depois disso. Essa é a principal ameaça", acrescentou.
Os vestígios da central nuclear estão cobertos por uma estrutura interna de aço e betão, conhecida como "sarcófago", construída à pressa após a catástrofe nuclear de 1986, bem como por uma estrutura externa moderna e de alta tecnologia, designada "New Safe Confinement" (NSC, novo confinamento de segurança), erguida em 2016.
Em fevereiro, o abrigo ficou gravemente danificado na sequência de um ataque com drone russo, que provocou um grande incêndio no revestimento exterior da estrutura de aço.
"O nosso NSC perdeu várias das suas funções principais. E compreendemos que serão necessários pelo menos três ou quatro anos para restaurar essas funções", precisou Tarakanov.
Os níveis de radiação no local permanecem "estáveis e dentro dos limites normais", garantiu.
Em dezembro, a AIEA advertiu que uma missão de inspeção constatou que o abrigo tinha "perdido as funções de segurança essenciais", nomeadamente a capacidade de confinamento, mas que não havia danos permanentes nas estruturas portantes nem nos sistemas de monitorização.
O buraco provocado pelo impacto do drone foi coberto com um ecrã protetor, acrescentou Tarakanov, mas 300 pequenos orifícios feitos pelos bombeiros para combater o incêndio ainda têm de ser selados.
O exército russo apoderou-se da central no início da invasão, em 2022, retirando-se algumas semanas depois.
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