CCDR de Lisboa e Vale do Tejo iniciou o levantamento de prejuízos
- 03/02/2026
Numa nota, a CCDR-LVT referiu que os cidadãos afetados, sejam particulares, empresas ou outras entidades, devem comunicar as ocorrências junto dos respetivos municípios.
Nesta região são 23 os municípios que se encontram atualmente em situação de calamidade devido a prejuízos significativos provocados pela tempestade Kristin, na quarta-feira, e que estão a ser identificados para medidas excecionais de apoio.
São eles os municípios de Abrantes, Alcanena, Alcobaça, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Lourinhã, Mação, Nazaré, Óbidos, Ourém, Peniche, Rio Maior, Santarém, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras e Vila Nova da Barquinha.
"Este trabalho tem como objetivo garantir uma avaliação dos danos registados, permitindo apoiar os municípios e assegurar uma resposta adequada às necessidades das populações e dos territórios afetados", explicou a CCDR-LVT.
Depois de receberem a informação dos prejuízos verificados pelos munícipes, os municípios devem submeter as informações através de um formulário em https://www.ccdr-lvt.pt/apoios-e-incentivos/calamidades-2026/.
No setor da Agricultura, encontra-se disponível, desde 29 de janeiro, um formulário para comunicação de prejuízos, devendo os agricultores submeter o documento através da página https://www.ccdr-lvt.pt/apoios-e-incentivos/calamidades-2026/calamidades-2026-agricultura/.
A CCDR-LVT está disponível para prestar esclarecimentos, sempre em articulação com os municípios abrangidos, através do endereço de correio eletrónico calamidades2026@ccdr-lvt.pt.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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