"Catavento"? não sei se hei de interpretar como crítica ou elogio"
- 09/01/2026
"Eu não sei se hei de interpretar 'catavento' na boca de Marques Mendes como uma crítica ou como um elogio porque ele, há anos, disse o mesmo de Pedro Passos Coelho", afirmou hoje o também eurodeputado, depois de questionado pelos jornalistas sobre as acusações do candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP de que é "um catavento" e de ter alguns "comportamentos ridículos".
O ex-líder da IL acrescentou: "Como tenho apreço por Passos Coelho, não sei se interpreto isto como uma crítica ou um elogio".
Cotrim Figueiredo, que já vinha preparado para a pergunta dos jornalistas, exibiu uma notícia em papel com o título "Marques Mendes diz que Passos é um catavento" do jornal Público, datada de 2017.
Por outro lado, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal considerou que ridículo é convocar uma reunião do grupo parlamentar do PSD para ter que forçar os deputados a apoiar Marque Mendes.
No final de uma visita à SER+ Universidade Sénior na Senhora da Hora, em Matosinhos, o antigo líder da IL insistiu que uma candidatura que precisa que o partido se envolva para obrigar os seus membros a apoiar uma candidatura que "não entusiasma, nem mobiliza o próprio partido parece bastante mais ridículo do que qualquer outra coisa".
Em sua opinião, os adjetivos usados por Marques Mendes são "repetitivos e difíceis de avaliação" porque são utilizados em relação a pessoas que muitos portugueses admiram.
Questionado sobre se acha que Marques Mendes vê em si o seu principal adversário, Cotrim Figueiredo entendeu que "tudo indica que sim".
O ex-líder da IL reagiu ainda às críticas feitas por Gouveia e Melo sobre a sua forte presença em equipamentos para idosos, referindo que, provavelmente, o verá em creches em breve.
"Porque pela mesma lógica ele tenderá a apelar ao eleitorado que não consegue captar", apontou.
O candidato presidencial reafirmou que a sua candidatura é de todos os portugueses e que os problemas que levanta afetam todos.
Depois de captar determinado eleitoral mais jovem, é natural que tente, depois, captar outros segmentos, explicou.
"Isto chama-se não oportunismo eleitoral, mas sim estratégia eleitoral", concluiu.














