Catarina Martins é a candidata que "está na vida" e entende as pessoas
- 07/01/2026
"É uma mulher que tem um passado de proximidade com as pessoas e que as representa. Podem existir políticos muito bem instalados e podem existir políticos que representam as pessoas. A Catarina representa-me", justificou a escritora.
Pilar del Rio é uma das 17 personalidades anunciadas na terça-feira como apoiantes da candidatura de Catarina Martins à Presidência da República, ao lado de outras como a deputada socialista Isabel Moreira, os músicos Filipe Sambado e Hélio Morais, as jornalistas Diana Andringa e Alexandra Lucas Coelho, ou as cineastas Cláudia Varejão e Raquel Freire.
Hoje, a presidente da Fundação José Saramago esteve ao lado da candidata a Belém numa visita à Boutique da Cultura, em Lisboa.
Questionada pelos jornalistas sobre o porquê de apoiar a candidatura de Catarina Martins, Pilar del Rio descreveu a eurodeputada do BE como uma mulher com um programa, uma "experiência política extraordinária" e alguém que "percebe o que é a sociedade, as mulheres, os trabalhadores e o esforço do quotidiano".
"Sabe porque não está nas superestruturas do poder a falar não sei do quê, está na vida. E eu quero ser representada por uma pessoa que está na vida, que entende as minhas angústias, os meus sonhos", explicou.
Sobre o facto de Catarina Martins ser a única candidata mulher às eleições presidenciais de 18 de janeiro, a também escritora questionou "o que se passa num país" em que o cenário no debate com todos os candidatos, transmitido na terça-feira na RTP, assemelhava-se à "Última Ceia", de Leonardo da Vinci.
"Por que não intervimos mais? Se são as mulheres que veem por dentro, como Blimunda, se somos nós as únicas que não ficamos cegas quando há uma epidemia de cegueira...", lamentou, referindo-se às obras "Memorial do Convento" e "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago.
Entendo que "a inteligência e a sensibilidade rompe qualquer cerco", Pilar del Rio defendeu ainda a necessidade das mulheres mudarem a política e as sociedades, considerando que "o mundo está como está porque não há mais mulheres no governo".
Também Catarina Martins defendeu que "a democracia e o país" precisam de mais igualdade, assumindo o compromisso de a construir enquanto Presidente da República.
De visita à Boutique da Cultura, em Lisboa, a candidata aproveitou para trazer à campanha a necessidade de investimento na cultura, sublinhando que "Portugal é português a investir na cultura, na sua diversidade, na sua pluralidade".














