Castanheira de Pera instala geradores e vai dar 'kits' de emergência
- 11/02/2026
Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, o município adianta que "planeia um investimento estrutural destinado ao reforço dos sistemas alternativos de energia e de comunicações, com o objetivo de aumentar a capacidade de resposta do concelho em situações de emergência".
"Este investimento contempla a instalação de geradores em locais estratégicos da vila e das aldeias, garantindo o funcionamento de serviços essenciais em cenários de falha energética ou de comunicações", refere.
A iniciativa contempla, também, a entrega de 'kits' de emergência às "associações do concelho, enquanto estruturas de proximidade fundamentais junto das populações", visando dotar aquelas de meios de emergência que "permitam assegurar o funcionamento básico de serviços e prestar apoio direto às populações em situações críticas".
"Cada 'kit' de emergência será constituído por gerador, sistemas de comunicação via satélite e rádio, bem como uma coluna de iluminação com postos de carregamento, permitindo assegurar energia, comunicações e iluminação em contextos de emergência", explica a autarquia.
Segundo a nota de imprensa, "a área das comunicações merecerá um especial reforço ainda com a aquisição de novos 'kits' de Internet por satélite e de equipamentos de comunicação via rádio, essenciais para garantir a articulação entre entidades e a resposta eficaz no terreno".
O investimento global previsto, pode chegar aos 200 mil euros, é uma aposta "na prevenção, na segurança das populações e no aumento da resiliência do território face a fenómenos extremos".
À agência Lusa, o presidente da autarquia, António Henriques, adiantou que o objetivo é ter este investimento concretizado até ao próximo mês de junho.
"Quando foi o apagão [28 de abril de 2025], recebemos orçamentos e tivemos tudo preparado para a aquisição de geradores, mas foi decidido fazer uma aquisição mais abrangente no âmbito da CIM [Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria], que ainda não se concretizou. Independentemente disso, vamos avançar", acrescentou António Henriques.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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